A Petrobras afirmou que pode amenizar no Brasil os efeitos da alta do petróleo no mercado internacional sem comprometer a rentabilidade da companhia. Em nota, a estatal disse que sua estratégia comercial considera condições de refino e logística, o que permite atravessar períodos de maior volatilidade com mais estabilidade nos preços e menor repasse imediato das oscilações externas ao consumidor brasileiro.
A pressão sobre o petróleo ganhou força com a guerra no Irã e o bloqueio do Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um quarto do petróleo comercializado no mundo. O barril chegou a US$ 120 na segunda-feira (9), mas recuou após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre uma possível redução das tensões. Ainda assim, o Brent segue acima do patamar médio observado antes do conflito, o que mantém o mercado em alerta.
Segundo a diretora técnica do Ineep, Ticiana Álvares, essa capacidade de reação da Petrobras existe porque a empresa abandonou em 2023 a política que seguia integralmente os preços internacionais.
Hoje, a companhia tem mais margem para considerar fatores internos na definição dos reajustes. Ela ressalta, porém, que esse efeito é limitado e temporário, já que o Brasil ainda importa derivados como gasolina e diesel e parte do parque de refino está nas mãos da iniciativa privada.










