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Por que o dólar despencou para R$ 5,01 e o que esperar da barreira dos R$ 5,00

Fluxo de capital estrangeiro em busca de rendimento favoreceu o real, com BofA apontando fraqueza sazonal do dólar em abril

O dólar encerrou a semana de 10 de abril cotado a R$ 5,0115, acumulando queda de 2,88% no período, o pior desempenho semanal da moeda americana frente ao real desde agosto de 2024. O movimento coloca o câmbio às portas do suporte psicológico de R$ 5,00, nível que o mercado acompanha com atenção redobrada para a semana seguinte.

Do ponto de vista técnico, a análise do WarrenAI aponta capitulação: topos e fundos descendentes, preço operando abaixo da Nuvem de Ichimoku e do SuperTrend, e um RSI em 28,16, dentro do território sobrevendido. O gatilho da queda foi um engolfo de baixa registrado em 8 de abril, que selou o destino do suporte de R$ 5,10. Com o preço também abaixo da Banda Inferior de Bollinger, o cenário configura um estresse técnico que historicamente precede correções ou reversões à média, embora tendências fortes possam manter indicadores esticados por mais tempo do que o esperado.

O risco de um repique técnico violento cresce proporcionalmente à queda acumulada. A zona entre R$ 5,04 e R$ 5,09 é considerada de alto risco pela análise, sem sinais claros que justifiquem posicionamento. Caso ocorra um repique, os níveis de R$ 5,23 e R$ 5,30 funcionam como resistências de Fibonacci onde vendedores tendem a retomar o controle.

O nível de R$ 5,00 concentra toda a atenção para os próximos dias. Um rompimento decisivo abaixo desse patamar pode acelerar a busca por R$ 4,90, enquanto uma defesa consistente pode gerar um short squeeze, forçando a cobertura de posições vendidas e criando uma alta abrupta. A gestão de risco com stops rigorosos é especialmente importante num fechamento tão próximo desse suporte.

Do lado fundamentalista, estrategistas do Bank of America apontam que a descompressão das tensões geopolíticas e a fraqueza sazonal do dólar em abril favoreceram moedas emergentes. O real se beneficiou do fluxo de capital estrangeiro em busca de rendimento, num ambiente em que o diferencial de juros brasileiro ainda atrai investidores institucionais.

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