O fundo imobiliário Capitânia Logística (CPLG11) aprovou uma nova captação de recursos no mercado por meio da sua sexta emissão de cotas. A operação poderá movimentar até R$ 300 milhões e será destinada, prioritariamente, a investidores profissionais, ampliando a capacidade financeira do fundo para futuras estratégias de investimento.
A oferta prevê a emissão de até 27,7 milhões de novas cotas, com preço de R$ 10,83 por unidade. Considerando o custo de distribuição de R$ 0,01 por cota, o valor total de subscrição será de R$ 10,84 para o investidor.
O regulamento da operação também permite uma distribuição parcial. Para que a emissão seja considerada válida, será necessário captar ao menos R$ 50 milhões, montante equivalente à subscrição de aproximadamente 4,6 milhões de cotas. A partir desse piso, a administradora, a gestora e a Vórtx Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, coordenadora líder da oferta, poderão decidir pelo encerramento antecipado da emissão.
Embora a oferta seja direcionada a investidores profissionais — categoria que engloba pessoas físicas e jurídicas com mais de R$ 10 milhões aplicados no mercado financeiro — os atuais cotistas poderão exercer o direito de preferência, desde que possuam cotas integralizadas na data-base estabelecida pelo fundo. O fator de subscrição definido para esse direito é de 0,49153514947.
O CPLG11 informou ainda que não haverá período de sobras. Dessa forma, eventuais cotas que não forem adquiridas pelos cotistas durante o exercício do direito de preferência serão destinadas diretamente aos investidores participantes da oferta.
O fato relevante divulgado ao mercado não informa qual será a destinação dos recursos captados. O documento apresenta apenas as condições da emissão, sem detalhar eventuais aquisições de ativos ou expansão do portfólio.
Segundo o relatório gerencial referente a junho de 2026, o Capitânia Logística possui atualmente participação em três empreendimentos do segmento logístico. Um deles é o galpão CPLG SBC Imigrantes, localizado em São Bernardo do Campo (SP), já em operação e locado ao Mercado Livre.
Além desse ativo, o fundo participa de dois projetos em desenvolvimento. Um está localizado em Jacareí (SP), também alugado ao Mercado Livre, enquanto o outro está sendo desenvolvido em São José dos Pinhais (PR) para atender à Amazon. O segmento de galpões logísticos permanece entre os mais acompanhados pelos investidores de fundos imobiliários devido à demanda por infraestrutura voltada ao comércio eletrônico e à distribuição de mercadorias.









