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Smart Fit lucra R$ 204 milhões no 2T26 e receita cresce 22%

Smart Fit alcançou Ebitda de R$ 712 milhões no 2T26, alta de 24%, enquanto a margem bruta caixa atingiu recorde de 51,9% no período

A Smart Fit encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita líquida de R$ 2,2 bilhões, crescimento de 22% em relação ao mesmo período de 2025 e de 4% frente aos três primeiros meses deste ano. O avanço das operações, acompanhado por ganhos de margem e pela expansão para novas frentes do mercado de fitness, levou a companhia a registrar novos recordes financeiros no período.

O Ebitda alcançou R$ 712 milhões entre abril e junho, alta de 24% na comparação anual e o maior valor trimestral já registrado pelo grupo. A margem Ebitda avançou 0,5 ponto percentual, para 32,7%. O lucro líquido recorrente chegou a R$ 204 milhões, crescimento de 8% sobre o segundo trimestre do ano passado.

Outro indicador que atingiu recorde foi o lucro bruto caixa, que avançou 24% em um ano e somou R$ 1,1 bilhão. A margem bruta caixa chegou a 51,9%, refletindo o ganho de escala das operações e o desempenho das academias que já atingiram níveis mais elevados de maturação.

A expansão física continuou como um dos principais vetores de crescimento. A companhia inaugurou 57 academias durante o trimestre e encerrou junho com 2.170 unidades distribuídas por 16 países. Segundo o grupo, tanto as academias maduras quanto as unidades inauguradas a partir de 2024 vêm apresentando níveis considerados consistentes de rentabilidade.

Cinco anos após a abertura de capital, a estratégia da Smart Fit passou a combinar a ampliação da rede tradicional de academias com a construção de um ecossistema mais diversificado de serviços ligados a atividade física, saúde e bem-estar.

Entre as principais iniciativas estão o reposicionamento da Bio Ritmo, o crescimento da plataforma de benefícios corporativos TotalPass, o lançamento da Aera Pilates e da Nation CT e a aquisição do Grupo Velocity. A estratégia amplia as fontes de receita e reduz a dependência exclusiva da expansão das academias Smart Fit.

O TotalPass permaneceu entre as operações de maior crescimento no segundo trimestre. A plataforma superou 2 milhões de usuários, ampliando participação de mercado no Brasil e mantendo posição relevante no México. O desempenho foi apoiado por novos contratos corporativos, expansão da rede de estabelecimentos parceiros e investimentos na divulgação do serviço.

A evolução do portfólio também aparece na comparação com 2021. Desde então, a rede Smart Fit passou de 950 para mais de 2,1 mil unidades, enquanto a Bio Ritmo avançou de 31 para 44 academias. A Beon, dedicada a espaços de treinamento, alcançou 311 salas.

A base total de clientes do grupo também aumentou de forma significativa. O número de usuários passou de aproximadamente 3 milhões em 2019 para cerca de 8 milhões atualmente, movimento que amplia a capacidade de distribuição de novos produtos e serviços dentro da própria plataforma.

“Cinco anos após o IPO, vivemos um momento que traduz a evolução construída ao longo desse período. Consolidamos nossa liderança na América Latina, expandimos nossa atuação para além das academias e desenvolvemos um ecossistema integrado de fitness que amplia nosso potencial de mercado endereçável”, afirmou o CEO do Grupo Smart Fit, Diogo Corona.

A combinação entre novas unidades, maior maturação das academias existentes e diversificação dos negócios permite à companhia ampliar receitas sem depender apenas da abertura de novos pontos. Economicamente, o avanço das margens e a geração de caixa tornam-se relevantes para financiar a continuidade da expansão sem comprometer a rentabilidade do grupo.

A Smart Fit afirma que continuará direcionando recursos para tecnologia, desenvolvimento de produtos e crescimento de suas diferentes verticais. O desafio passa a ser preservar os atuais níveis de rentabilidade enquanto amplia a presença geográfica e aumenta o peso de negócios complementares dentro do resultado consolidado.

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