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TSE avalia suspender canais políticos do WhatsApp na reta final da eleição

TSE avalia suspender canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores na reta final da eleição. Proposta atingiria canais de Lula e Flávio Bolsonaro

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) discute uma proposta para suspender temporariamente canais políticos do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante as 48 horas anteriores e as 24 horas posteriores ao segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo (25). A minuta foi elaborada pelo vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, após reuniões realizadas nos dias 16 e 20 de outubro. Segundo o magistrado, houve consenso entre os ministros sobre a necessidade de discutir a medida, que ainda depende de aprovação do plenário.

A proposta prevê a desativação temporária dos canais de grande alcance como forma de limitar a disseminação de conteúdos ilícitos e desinformação no período mais próximo da votação. O documento argumenta que a circulação de informações falsas nessa etapa pode provocar danos à livre formação da vontade dos eleitores, diante do tempo reduzido para esclarecimentos ou intervenções judiciais. Caso aprovada, a regra entraria em vigor imediatamente.

A medida atingiria canais utilizados pelas duas campanhas presidenciais, incluindo o “Exército do Lula”, com aproximadamente 7,1 milhões de seguidores, e a “Tropa do Flávio”, que reúne cerca de 2 milhões. O canal ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a ser suspenso anteriormente pelo TSE sob a justificativa de divulgação de informações falsas sobre Flávio Bolsonaro, mas voltou a funcionar em 14 de outubro.

Em nota, André Mendonça afirmou que a iniciativa não tem como alvo uma candidatura específica e que os critérios propostos são objetivos, aplicáveis a qualquer canal político-eleitoral que ultrapasse o limite estabelecido. O ministro também esclareceu que o texto resulta de discussões coletivas e permanece sujeito à avaliação dos demais integrantes da Corte.

A campanha de Lula contesta a proposta e avalia medidas judiciais. Responsável pelo canal “Exército do Lula”, o deputado André Janones (Rede-MG) também acionou advogados. A decisão caberá ao plenário do TSE, em meio ao debate sobre desinformação e liberdade de expressão.

 

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