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B3 aprova recompra de até 230 milhões de ações e divulga projeções até 2026

Conselho autoriza programa de recompra, equity swaps e mantém payout entre 90% e 110%

A B3 anunciou nesta sexta-feira que seu Conselho de Administração aprovou um novo programa de recompra de ações e autorizou a celebração de contratos de derivativos do tipo equity swap, ao mesmo tempo em que divulgou suas projeções financeiras para os anos de 2025 e 2026. As decisões fazem parte da estratégia da companhia para administrar sua estrutura de capital e mitigar impactos de volatilidade associados a planos de remuneração baseados em ações.

O programa de recompra prevê a aquisição de até 230 milhões de ações ordinárias. Atualmente, a B3 possui cerca de 5,05 bilhões de ações em circulação e aproximadamente 205,8 milhões de papéis mantidos em tesouraria. As ações que vierem a ser recompradas poderão ser canceladas, utilizadas em planos de incentivo de longo prazo ou mantidas em tesouraria, conforme definição futura da companhia. A execução do programa está prevista para o período entre 2 de março de 2026 e 28 de fevereiro de 2027, por meio de instituições financeiras como BTG Pactual, UBS, Morgan Stanley, JP Morgan, XP, Goldman Sachs, Ágora, Itaú, Merrill Lynch e Citigroup.

Segundo a B3, a companhia conta atualmente com cerca de R$ 705 milhões em reservas de capital e R$ 5,24 bilhões em reservas de lucro. A empresa afirmou que a eventual execução da recompra não compromete o cumprimento de obrigações financeiras com credores nem o pagamento de dividendos mínimos obrigatórios.

Além da recompra, o Conselho aprovou a contratação de operações de equity swap com liquidação exclusivamente financeira, com exposição equivalente a até 17 milhões de ações. De acordo com a B3, esses instrumentos têm como finalidade reduzir os efeitos das oscilações no preço de seus próprios papéis sobre compromissos relacionados a programas de remuneração baseada em ações destinados a executivos e funcionários.

No mesmo comunicado, a companhia apresentou suas estimativas financeiras. Para 2026, a B3 projeta desembolsos totais entre R$ 3,2 bilhões e R$ 3,6 bilhões, considerando despesas ajustadas entre R$ 2,4 bilhões e R$ 2,6 bilhões e investimentos na faixa de R$ 260 milhões a R$ 350 milhões. Em 2025, os desembolsos totais devem variar entre R$ 2,8 bilhões e R$ 3,2 bilhões, com despesas ajustadas estimadas entre R$ 2,3 bilhões e R$ 2,5 bilhões e CAPEX entre R$ 240 milhões e R$ 330 milhões.

A depreciação e amortização devem ficar entre R$ 340 milhões e R$ 400 milhões em 2025 e entre R$ 370 milhões e R$ 430 milhões em 2026. A B3 também informou que a alavancagem financeira deverá permanecer em até 2,1 vezes em 2025 e até 2,2 vezes em 2026. A política de distribuição de resultados foi mantida, com payout previsto entre 90% e 110% do lucro.

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