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União Europeia reage a promessa de tarifas dos EUA ligadas à Groenlândia

UE vê risco econômico e político em ameaça tarifária do governo Trump

Líderes da União Europeia alertaram neste sábado para o risco de uma “espiral perigosa de deterioração” nas relações transatlânticas após a promessa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas progressivamente mais elevadas contra países europeus caso Washington não seja autorizado a comprar a Groenlândia.

Em declarações publicadas na rede social X, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa, afirmaram que a adoção de tarifas por parte dos Estados Unidos minaria as relações entre aliados históricos. Segundo eles, a União Europeia permanecerá unida, coordenada e comprometida com a defesa de sua soberania diante da escalada de pressões econômicas.

A alta representante da União Europeia para Relações Exteriores e Política de Segurança, Kaja Kallas, também criticou a iniciativa, avaliando que medidas tarifárias desse tipo prejudicariam a prosperidade econômica tanto da Europa quanto dos Estados Unidos. Em sua avaliação, a disputa desviaria o bloco de sua principal prioridade diplomática, que é buscar uma solução para a guerra entre a Rússia e a Ucrânia.

Segundo Kallas, o aumento de tensões entre aliados ocidentais tende a beneficiar potências rivais. Em publicação no X, ela afirmou que China e Rússia seriam as principais beneficiadas por eventuais divisões entre a União Europeia e os Estados Unidos, além de alertar que as tarifas poderiam tornar ambas as economias mais pobres e enfraquecer a prosperidade compartilhada construída ao longo de décadas.

A diplomata acrescentou que eventuais preocupações relacionadas à segurança da Groenlândia deveriam ser tratadas no âmbito da Organização do Tratado do Atlântico Norte, e não por meio de pressões comerciais. Para este domingo, embaixadores dos 27 países que integram a União Europeia devem se reunir em caráter emergencial para discutir uma resposta conjunta às ameaças tarifárias anunciadas pelo governo americano.

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