As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em alta nesta segunda-feira, em comparação com o fechamento da última sexta-feira, em um movimento de ajuste que ocorre antes da divulgação do Relatório Focus, do Banco Central.
O título público prefixado com vencimento em 2028 passou a oferecer remuneração de 13,16% ao ano, acima dos 13,12% registrados no encerramento da sessão anterior, alcançando o maior patamar observado em 2026. Já os papéis prefixados com vencimento em 2032 e 2035, ambos com pagamento de juros semestrais, apresentavam taxas de 13,78% e 13,87% ao ano, respectivamente, frente a 13,74% e 13,82% registrados na sexta-feira.
Entre os títulos atrelados à inflação, o Tesouro IPCA+ com vencimento em 2029 passou a oferecer remuneração de 7,99% ao ano acima da inflação, levemente superior aos 7,98% observados no último fechamento e também no maior nível desde o início do ano. O papel de prazo mais longo, com vencimento em 2050, manteve-se praticamente estável, com taxa de IPCA mais 7,08% ao ano, ante 7,09% registrados anteriormente.
O mercado acompanha nesta sessão a divulgação do Relatório Focus, que consolida as projeções de economistas para inflação, taxa de juros e crescimento da economia brasileira. As expectativas para a taxa Selic em 2028 foram revisadas de 9,88% para 10%, enquanto as estimativas para 2026 permanecem em 12,25%. Para 2027 e 2029, as projeções indicam taxa Selic de 10,50% e 9,50%, respectivamente.
No campo da inflação, houve nova revisão marginal para baixo da projeção do IPCA em 2026, de 4,05% para 4,02%. As estimativas para os anos seguintes foram mantidas em 3,80% para 2027 e 3,50% para 2028.
No cenário externo, os mercados acionários dos Estados Unidos permanecem fechados nesta segunda-feira em razão do feriado do Dia de Martin Luther King Jr., o que reduz a liquidez internacional e limita movimentos mais expressivos nos mercados globais.









