O volume de transações realizadas com cartões no Brasil deve alcançar um novo patamar em 2026, superando pela primeira vez a marca de R$ 5 trilhões ao longo do ano. A estimativa considera operações com cartões de crédito, débito e pré-pagos e aponta para um crescimento entre 9,5% e 11,5% na comparação com 2025, segundo projeções divulgadas pela Abecs.
A expansão reflete a consolidação dos cartões como instrumento recorrente no cotidiano de consumo dos brasileiros, impulsionada pela incorporação de novas tecnologias de pagamento. Um dos principais vetores desse movimento é o avanço do pagamento por aproximação, cuja participação nas compras presenciais com cartões cresceu de forma contínua nos últimos anos, passando de níveis residuais em 2020 para representar a maior parte das transações realizadas presencialmente em 2025.
Além do varejo tradicional, os cartões têm ampliado presença em segmentos historicamente menos associados a meios eletrônicos de pagamento. O uso passou a se expandir em áreas como transporte público, pedágios em rodovias, serviços médicos, atendimentos profissionais e outros tipos de prestação de serviços. No ambiente digital, os cartões seguem como um dos principais meios utilizados em marketplaces, plataformas de comércio eletrônico e aplicativos de serviços.
A projeção da Abecs também incorpora o cenário macroeconômico esperado para 2026. A entidade considera que a combinação de emprego em níveis elevados, renda média estável e expectativas positivas para o consumo das famílias tende a sustentar o crescimento do volume transacionado. Fatores sazonais, como um calendário com maior distribuição de feriados ao longo do ano e a realização da Copa do Mundo, também entram no radar como estímulos ao consumo presencial.
Mesmo com a expansão do mercado, o setor segue direcionando recursos para tecnologia e segurança. Dados do Monitor de Fraudes da Abecs indicam que o índice de fraudes em relação ao valor total transacionado recuou de forma relevante nos últimos anos, sugerindo que o aumento do uso dos cartões vem acompanhado de maior eficiência nos mecanismos de prevenção e controle.
Segundo a entidade, a combinação entre crescimento do volume de transações, adoção de novas tecnologias e investimentos contínuos em segurança deve manter os cartões como parte central da infraestrutura de pagamentos do país em 2026, em um ambiente de ampliação gradual do uso e diversificação das formas de consumo.










