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Mercado brasileiro sobe com rotação global de capital e Ibovespa bate novo recorde

Alívio no cenário internacional e expectativa sobre juros nos EUA impulsionam a bolsa brasileira a nova máxima histórica

O Ibovespa renovou recorde pelo terceiro dia consecutivo nesta quinta-feira (22), ao alcançar 176,9 mil pontos, em um pregão marcado por maior apetite ao risco e atenção dos investidores às tensões entre Estados Unidos e Europa envolvendo a Groenlândia. No programa Giro do Mercado, a jornalista Giovana Leal recebeu Bruno Shahini, especialista da Nomad, para comentar os principais movimentos do mercado financeiro.

Entre as maiores altas do dia estiveram Cogna (COGN3), Braskem (BRKM5), C&A (CEAB3) e Yduqs (YDUQ3), enquanto apenas Prio (PRIO3), PetroReconcavo (RECV3) e Raia Drogasil (RADL3) operavam em queda. Segundo Shahini, a melhora do ambiente veio após declarações de Donald Trump descartando uma intervenção militar na Groenlândia, o que reduziu tensões geopolíticas e favoreceu a rotação de capital dos EUA para mercados emergentes.

No noticiário corporativo, a Cemig (CMIG4) anunciou a compra da participação remanescente da Hidrelétrica Pipoca por R$ 36,3 milhões, enquanto o BMG (BMGB4) comunicou um aumento de capital de até R$ 214 milhões, com emissão de novas ações ao preço de R$ 4,35. No exterior, o foco permaneceu nos Estados Unidos, com divulgação de dados de inflação (PCE) e crescimento econômico (PIB) às vésperas da decisão de juros do Federal Reserve.

Shahini destacou que o PCE veio em linha com as expectativas e não alterou de forma relevante as projeções do mercado, que seguem apontando para dois cortes de juros neste ano. Trump também anunciou a criação de um “Conselho da Paz”, inicialmente voltado à consolidação do cessar-fogo em Gaza, mas com possibilidade de atuação mais ampla, segundo o analista.

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