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Relatório da XP reforça fundamentos do CPTS11 e aponta valorização

Relatório da XP destaca carteira, precificação e revisão de guidance como fatores para a recomendação do CPTS11

A XP Investimentos manteve a recomendação de compra para o fundo imobiliário Capitânia Securities II (CPTS11) após nova avaliação de seus fundamentos operacionais e financeiros. O relatório estabelece preço-alvo de R$ 9,18 por cota, valor superior ao nível de negociação considerado na análise, de R$ 7,84, indicando espaço para valorização segundo os parâmetros utilizados pela corretora.

A avaliação considera, entre os fatores centrais, o histórico de resultados do fundo desde o início de suas operações, em 2014. De acordo com os dados apresentados, o CPTS11 acumulou desempenho equivalente a 127% do IFIX e 118% do CDI ao longo do período, levando em conta tanto a variação da cota no mercado secundário quanto os rendimentos distribuídos aos cotistas e a evolução patrimonial.

Outro ponto abordado no relatório é a estrutura da carteira, que combina investimentos em Certificados de Recebíveis Imobiliários e participação em outros fundos imobiliários. A XP descreve essa composição como diversificada e concentrada em ativos classificados como high grade, o que permite ao fundo ajustar a alocação conforme condições de mercado, mantendo a geração de renda recorrente e a possibilidade de ganhos distribuíveis.

No segmento de fundos imobiliários, 79,2% da exposição está direcionada a fundos de tijolo avaliados como de qualidade pela corretora. Esses ativos seguem negociados com desconto em relação ao valor patrimonial, cenário que, segundo a análise, pode favorecer a valorização das cotas. A participação em fundos administrados pela própria Capitânia representa cerca de 43% dessa parcela, com manutenção da política de renúncia à cobrança integral da taxa de gestão sobre esses investimentos.

A XP também destacou o nível de precificação do CPTS11 no mercado, que negocia com deságio em relação ao valor patrimonial, refletido em um múltiplo preço sobre valor patrimonial de aproximadamente 0,85. Além disso, a gestão revisou, pela segunda vez em um intervalo de seis meses, a projeção de distribuição de rendimentos, elevando o intervalo esperado para entre R$ 0,08 e R$ 0,10 por cota até setembro de 2026. Esse guidance corresponde, aos preços considerados no relatório, a um dividend yield estimado entre 12,3% e 15,4%.

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