O dólar encerrou a terça-feira (27) em forte queda no mercado brasileiro, refletindo o enfraquecimento da moeda norte-americana no exterior e a intensificação do fluxo de capital estrangeiro para ativos locais, especialmente ações. A divisa caiu 1,38% e fechou a R$ 5,2074, no menor nível de encerramento desde 28 de maio de 2024, acumulando baixa de 5,13% no ano.
No mercado futuro, o contrato de dólar para fevereiro recuou 1,48%, a R$ 5,21. O movimento ganhou força após a abertura da bolsa, quando o Ibovespa renovou máximas históricas ao superar os 183 mil pontos, ampliando a entrada de recursos externos. Operadores atribuíram a dinâmica a uma rotação global de investimentos para fora dos Estados Unidos, em um ambiente de maior apetite ao risco.
No cenário doméstico, os investidores também repercutiram o IPCA-15 de janeiro, que subiu 0,20%, desacelerando frente a dezembro, embora o acumulado em 12 meses tenha avançado para 4,50%. O resultado ficou em linha com as expectativas do mercado e não alterou a projeção de manutenção da Selic em 15% na próxima decisão do Copom.
No exterior, a queda generalizada do dólar reforçou o movimento. O índice DXY recuava cerca de 1%, enquanto o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos continuou favorecendo a entrada de capital no país, sustentando a valorização do real frente à moeda norte-americana. (Com Estadão)









