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Nubank avança em licença bancária nos EUA e projeta início de operações

Fintech ainda precisa do aval do Fed e da FDIC para operar como banco nos EUA

O Nubank deu um novo passo em sua estratégia de expansão internacional ao receber autorização preliminar das autoridades regulatórias dos Estados Unidos para a criação de um banco nacional no país. A aprovação foi concedida de forma condicional pelo Escritório do Controlador da Moeda, órgão responsável pela supervisão de bancos federais americanos, e ainda depende do cumprimento de uma série de exigências adicionais.

Para que a autorização se torne definitiva, o grupo precisará atender às condições estabelecidas pelo OCC e obter, posteriormente, o aval da Federal Deposit Insurance Corporation e do Federal Reserve. Segundo o cronograma divulgado pela instituição, a expectativa é concluir a capitalização do novo banco em até 12 meses, com início das operações em um horizonte de aproximadamente 18 meses.

O pedido de licença bancária nacional foi protocolado em 30 de setembro de 2025. À época, o Nubank havia indicado que o processo regulatório poderia se estender por vários anos, dado o nível de exigência imposto às instituições que buscam operar como bancos nos Estados Unidos.

Em comunicado, o fundador e diretor-presidente global do Nubank, David Vélez, afirmou que a autorização preliminar representa um avanço relevante na estratégia do grupo e uma oportunidade de validar o modelo de atuação digital em um dos mercados financeiros mais competitivos do mundo.

A operação americana será liderada por Cristina Junqueira, que se transferiu para os Estados Unidos para conduzir o desenvolvimento do negócio no longo prazo. O conselho de administração do banco contará com a presidência de Roberto Campos Neto, que passa a integrar formalmente a estrutura da instituição no país.

Paralelamente ao avanço regulatório, o Nubank anunciou planos de reorganização de sua presença física nos Estados Unidos. A empresa pretende estabelecer centros estratégicos em Miami, na região da Baía de São Francisco, no norte da Virgínia e no Research Triangle, na Carolina do Norte, como parte de uma estratégia que inclui a redução do trabalho remoto e a concentração de equipes em polos regionais.

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