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Petrobras lidera recomendações de ações de dividendos para fevereiro de 2026

Corretoras indicam PETR4 como principal aposta para renda passiva no mês

Mesmo após ficar fora das carteiras recomendadas de ações para fevereiro, a Petrobras voltou a ocupar posição central nas estratégias voltadas à geração de renda passiva. Um levantamento realizado a partir das carteiras recomendadas das principais corretoras do país mostra que os papéis da companhia foram os mais indicados entre as ações pagadoras de dividendos neste mês.

O compilado considera as recomendações recorrentes das casas de análise e reúne os cinco papéis mais citados. Em fevereiro, no entanto, um empate quádruplo na quarta colocação ampliou a seleção final para sete ações, refletindo a dispersão das apostas e a diversidade setorial presente nos portfólios focados em dividendos.

A Petrobras aparece como a ação mais recomendada do ranking. Na avaliação do BTG Pactual, embora o plano de negócios da companhia possa gerar maior cautela entre investidores, especialmente diante de um cenário de preços mais baixos do petróleo Brent, a tese segue sustentada por fatores operacionais. O banco destaca a revisão positiva das projeções de produção para 2026, estimada agora em 2,5 milhões de barris por dia, acima da previsão anterior de 2,4 milhões, o que contribui para a manutenção da capacidade de geração de caixa e distribuição de proventos.

No setor de telecomunicações, a Telefônica Brasil também figura entre as mais indicadas. Segundo analistas do Santander, a visão para a Vivo permanece construtiva, apoiada na expectativa de resultados sólidos no segundo semestre de 2025 e ao longo de 2026. O banco aponta ainda potencial para revisões positivas no lucro por ação e nos dividendos do próximo ano, além de destacar que, mesmo após a valorização recente, a ação ainda negocia a múltiplos considerados atrativos.

A Caixa Seguridade integra o ranking com base em sua política de distribuição elevada. A Terra Investimentos ressalta que o payout em torno de 90% e o dividend yield projetado entre 8% e 9% tornam os retornos recorrentes atrativos. A casa também observa que o papel segue negociado a múltiplos entre 9 e 11 vezes o lucro, o que preserva potencial de valorização adicional.

Outro nome presente na seleção é a Itaúsa. Para a Terra Investimentos, o desconto observado nas ações é excessivo frente à qualidade dos ativos do portfólio da holding. A corretora destaca que o histórico de governança, a previsibilidade de resultados e a consistência na distribuição de dividendos sustentam a tese tanto de retorno recorrente quanto de valorização de capital no longo prazo.

No setor elétrico, a Axia, antiga Eletrobras, aparece como uma das preferências do Itaú BBA. O banco avalia que a elevação das curvas futuras de preços de energia tende a melhorar os resultados no curto prazo. Além disso, os analistas veem espaço para distribuições relevantes de dividendos, com yield médio projetado acima de 10% ao ano ao longo dos próximos cinco anos.

A Allos, do segmento de shopping centers, também compõe o ranking. De acordo com o BTG Pactual, a ação oferece caráter defensivo ao portfólio e, ao mesmo tempo, exposição a um ambiente de juros em queda. O banco avalia que o mercado ainda não precificou integralmente a nova política de payout da companhia e considera que, caso ela se mostre sustentável, há espaço para reavaliação positiva do papel.

Fechando a lista, a Copel aparece como alternativa no setor de energia. O Santander destaca que a companhia combina valuation descontado, ativos considerados de alta qualidade, perfil de risco mais baixo e fluxo previsível de dividendos, características que reforçam sua atratividade para investidores focados em renda.

O conjunto de recomendações para fevereiro evidencia a predominância de empresas maduras, com geração de caixa previsível e políticas claras de remuneração ao acionista, em um momento em que a busca por renda passiva segue como eixo central das estratégias de investimento.

Ação Nº de recomendações Dividend yield em 12 meses
Petrobras (PETR4) 6 8,65%
Telefônica Brasil (VIVT3) 4 4,04%
Caixa Seguridade (CXSE3) 4 8,87%
Itaúsa (ITSA4) 3 18,44%
Axia (AXIA3) 3 12,59%
Allos (ALOS3) 3 9,40%
Copel (CPLE6) 3 14,10%

Fontes: BTG Pactual, Terra Investimentos, BB Investimentos, XP, Genial, Santander, Planner, Itaú BBA, Ativa Investimentos e Economatica
Data-base: 31/01/2026

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