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JPMorgan lança ETF ativo de tecnologia dos EUA na B3

Novo ETF ativo da JPMorgan investe em empresas de tecnologia dos EUA e reduz concentração nas Magnificent Seven

A JPMorgan Asset Management ampliou sua atuação no mercado brasileiro de fundos negociados em bolsa com o lançamento do JTEK39, um ETF ativo voltado para empresas de tecnologia dos Estados Unidos. O produto começou a ser negociado na B3 e representa o segundo ETF ativo da gestora listado na bolsa brasileira, em um momento de expansão desse segmento no país.

Diferentemente dos ETFs tradicionais, que apenas replicam um índice de referência, os ETFs ativos permitem que o gestor selecione os ativos da carteira com o objetivo de superar o desempenho do mercado. No Brasil, essa modalidade ainda não possui regulamentação definitiva. Os produtos da JPMorgan foram viabilizados após a gestora obter uma autorização específica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), enquanto a autarquia discute regras permanentes para esse tipo de fundo.

O JTEK39 concentra sua estratégia no setor de tecnologia norte-americano. Aproximadamente 75,5% da carteira está investida em empresas de tecnologia, enquanto o restante dos recursos é direcionado a setores correlatos. O fundo reúne entre 50 e 70 companhias e busca reduzir a concentração nas chamadas “Magnificent Seven” — Microsoft, Apple, Nvidia, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla.

Enquanto essas sete empresas representam cerca de 32% do índice S&P 500, elas correspondem a aproximadamente 13% da carteira do JTEK39. A proposta é ampliar a exposição a empresas de médio e pequeno porte e identificar companhias com potencial para se tornarem futuras líderes do setor tecnológico.

O novo produto sucede o lançamento do JEPI39, apresentado pela gestora no início deste ano. O primeiro ETF ativo da JPMorgan listado no Brasil foi estruturado para combinar geração de renda com exposição ao mercado acionário dos Estados Unidos, buscando oferecer menor volatilidade em relação ao S&P 500.

Segundo a gestora, a expansão dos ETFs ativos acompanha uma tendência observada internacionalmente. A JPMorgan Asset Management administra atualmente cerca de US$ 4,6 trilhões em estratégias de gestão ativa e informou que os ETFs ativos responderam por 37% de todo o fluxo destinado a ETFs nos Estados Unidos em 2026.

As estimativas da instituição apontam que o patrimônio global da indústria de ETFs poderá alcançar US$ 35 trilhões até 2030. Para Giuliano de Marchi, chefe da JPMorgan Asset Management para a América Latina, o mercado brasileiro tende a seguir trajetória semelhante à registrada nos Estados Unidos após a aprovação da chamada “ETF Rule”, regulamentação implementada pela SEC em 2019 que simplificou o lançamento desses produtos.

Na avaliação do executivo, os ETFs deverão ganhar espaço na indústria de investimentos à medida que oferecem custos operacionais mais baixos do que fundos tradicionais, resultado de uma estrutura de gestão mais eficiente e simplificada.

O JTEK39 está disponível para investidores em geral na B3, com cotas negociadas em torno de R$ 50 e taxa de administração de 0,65% ao ano. O lançamento oficial para clientes será realizado nesta quinta-feira, em São Paulo, durante evento na sede do JPMorgan que contará com o tradicional toque do sino da B3 — cerimônia que, segundo a gestora, ocorrerá pela primeira vez fora das instalações da bolsa.

O lançamento acompanha o crescimento do mercado brasileiro de ETFs. Ao final de junho, a B3 contabilizava 204 produtos listados, frente aos 175 registrados no encerramento de 2025. No mesmo período, o patrimônio sob gestão desses fundos alcançou aproximadamente R$ 116 bilhões, quase o triplo do observado dois anos antes, refletindo o avanço da demanda por veículos de investimento diversificados e negociados em bolsa.

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