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Visa, BB e Stone testam débito no Click to Pay no Brasil

Click to Pay avança para cartões de débito no Brasil após transações crescerem quase 12 vezes em 12 meses; lançamento está previsto ainda para 2026

O pagamento com cartão de débito pela internet deve ganhar uma nova alternativa no Brasil ainda em 2026. Visa, Banco do Brasil e Stone concluíram a primeira transação de débito utilizando o Click to Pay no país, em ambiente de produção controlado, e preparam a disponibilização da funcionalidade ao mercado.

A tecnologia permite realizar compras online sem digitar manualmente os dados do cartão a cada transação. Com a inclusão do débito, consumidores poderão utilizar diretamente os recursos disponíveis em conta dentro da jornada do Click to Pay, modalidade que até então tinha maior presença nas operações com crédito.

A mudança amplia as possibilidades de uso do débito no comércio eletrônico brasileiro, segmento no qual essa modalidade historicamente enfrenta mais etapas e limitações do que nas compras presenciais. O objetivo é aproximar a experiência digital da dinâmica já utilizada nos pagamentos por aproximação em lojas físicas.

A primeira operação foi realizada por meio da integração das infraestruturas de Visa, Banco do Brasil e Stone. A solução está na etapa final de implementação e, segundo as empresas, deverá ser disponibilizada comercialmente ainda neste ano.

Um dos componentes utilizados na transação foi o Visa Passkey, mecanismo que permite autenticar o consumidor por biometria. A tecnologia busca substituir etapas tradicionais de verificação por uma identificação vinculada ao usuário e ao dispositivo utilizado na compra.

O Banco do Brasil participou como emissor e ficou responsável por parte do processo de autenticação. A instituição possibilitou o cadastro da credencial diretamente em seu aplicativo e utilizou o Cloud Token Framework para criar as condições necessárias à geração do Visa Passkey.

“Trabalhamos para oferecer aos nossos clientes experiências cada vez mais simples e seguras, integrando tecnologias que reduzem atritos na jornada de compra e ampliam as possibilidades de uso do débito no comércio eletrônico”, afirmou Bárbara Lopes, diretora de meios de pagamentos do Banco do Brasil.

A Stone, por sua vez, prepara sua infraestrutura para disponibilizar a modalidade aos estabelecimentos que utilizam suas soluções de pagamentos. A entrada da adquirente é relevante para ampliar a aceitação do débito via Click to Pay entre lojistas quando a tecnologia estiver disponível comercialmente.

A expansão ocorre em um momento de crescimento da utilização do Click to Pay no mercado brasileiro. Segundo a Visa, o número de transações realizadas por meio da solução aumentou quase 12 vezes nos últimos 12 meses.

A infraestrutura utiliza tokenização, processo que substitui os dados originais do cartão por uma credencial digital específica. Dessa maneira, informações sensíveis não precisam ser transmitidas diretamente em todas as etapas da compra.

De acordo com dados apresentados pela Visa, a tokenização pode reduzir as fraudes em pagamentos digitais em até 60%. A companhia também informa que as operações realizadas pelo Click to Pay apresentam taxa média de aprovação de 81%.

Esse percentual fica dois pontos acima do registrado nas transações tokenizadas tradicionais e oito pontos percentuais acima dos pagamentos sem tokenização, segundo os números da empresa.

A chegada do débito ao Click to Pay também amplia a disputa pela experiência de pagamento no comércio eletrônico. O mercado brasileiro possui elevada utilização de Pix e cartões, enquanto bancos, bandeiras e adquirentes investem em tecnologias para reduzir etapas no checkout e aumentar os índices de aprovação das compras.

Para os consumidores, a principal mudança será a possibilidade de utilizar o saldo disponível em conta em uma jornada de pagamento que dispensa a digitação recorrente dos dados do cartão. Para os estabelecimentos comerciais, a inclusão do débito pode ampliar as alternativas oferecidas no checkout e alcançar consumidores que preferem não utilizar crédito nas compras online.

A implementação comercial prevista para 2026 determinará a escala da nova modalidade. A expansão dependerá da adesão de emissores, adquirentes e estabelecimentos, além da disponibilidade da funcionalidade para os consumidores.

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