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Lucro do BTG Pactual cresce 22,6% e chega a R$ 5,1 bilhões

BTG Pactual encerra o 2T26 com lucro recorde de R$ 5,1 bilhões, ROAE de 26,7% e R$ 58,5 bilhões em captação líquida de clientes

O BTG Pactual encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 5,142 bilhões, avanço de 22,6% em relação ao mesmo período do ano passado e de 6,9% na comparação com os três primeiros meses deste ano. O resultado representa mais um recorde trimestral para o banco.

A receita total alcançou R$ 10,371 bilhões entre abril e junho, crescimento de 15,9% sobre o segundo trimestre de 2025 e de 4% frente ao trimestre imediatamente anterior.

A rentabilidade permaneceu acima da meta estabelecida pelo próprio BTG para 2026. O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 26,7%, praticamente estável diante dos 26,6% registrados no primeiro trimestre. Um ano antes, o indicador estava em 27,2%.

O banco trabalha com um guidance de ROAE superior a 25% para o ano, o que significa que o desempenho acumulado permanece acima do patamar definido pela administração.

“Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, refletindo a solidez e a diversificação da nossa plataforma, bem como nossa capacidade de capturar oportunidades em diferentes ambientes de mercado”, afirmou Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Os números também mostram expansão dos ativos administrados e sob gestão pelo banco. O total de recursos de terceiros chegou a R$ 2,675 trilhões ao final do segundo trimestre, aumento de 24,6% em 12 meses e de 3,1% em relação aos três primeiros meses de 2026.

A entrada de novos recursos, entretanto, perdeu ritmo. A captação líquida de clientes, conhecida no mercado como net new money, somou R$ 58,5 bilhões entre abril e junho.

O montante representa queda de 29,3% frente ao trimestre anterior e de 32,8% na comparação com o segundo trimestre de 2025. Apesar da desaceleração das entradas líquidas, o crescimento anual do estoque de recursos mostra que a plataforma do banco continuou ampliando sua base de ativos.

No balanço de capital, o índice de Basileia encerrou junho em 16%, ligeiramente acima dos 15,9% registrados no primeiro trimestre. Na comparação anual, houve recuo em relação aos 16,2% observados no segundo trimestre de 2025.

O indicador mede a relação entre o capital disponível de uma instituição financeira e os riscos assumidos em suas operações e é uma das principais referências utilizadas para acompanhar a solidez financeira dos bancos.

Os resultados do trimestre reforçam a combinação de crescimento de receitas e manutenção de elevada rentabilidade do BTG. Enquanto o lucro ajustado avançou mais de 20% em 12 meses, o ROAE permaneceu acima de 26% e, portanto, superior à referência estabelecida pelo banco para 2026.

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