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Ex-dono da Reag cita R$ 20 bilhões de Vorcaro em proposta de delação

Ex-dono da Reag oferece à PGR informações sobre R$ 20 bilhões que teriam sido ocultados por Vorcaro

João Carlos Mansur colocou Daniel Vorcaro no centro da proposta de colaboração premiada apresentada à Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-dono da Reag afirma que pode indicar onde estariam aproximadamente R$ 20 bilhões em ativos atribuídos ao banqueiro e supostamente mantidos de forma oculta no Brasil.

Segundo as informações apresentadas na proposta, o patrimônio não estaria concentrado apenas em dinheiro. O montante incluiria imóveis, direitos creditórios e outros ativos que teriam sido estruturados em nome de terceiros ou mantidos por meio de fundos de investimento.

Entre os veículos mencionados está o fundo Astralo, que já aparece nas investigações conduzidas pela Polícia Federal. Mansur sustenta que conseguiria detalhar os mecanismos utilizados para ocultar os ativos e identificar pessoas e estruturas envolvidas. As afirmações fazem parte de uma proposta de delação e ainda precisam ser comprovadas pelas autoridades.

Mansur teve atuação relevante no mercado de fundos por meio da Reag e é apontado nas investigações como um dos parceiros do Banco Master em operações que estão sob apuração. A eventual capacidade de localizar patrimônio atribuído a Vorcaro pode aumentar o interesse da PGR pela colaboração, sobretudo se as informações vierem acompanhadas de documentos e elementos que permitam rastrear os ativos.

A proposta também pode interferir nas próprias tentativas de Daniel Vorcaro de negociar uma colaboração premiada. O banqueiro já teve iniciativas anteriores rejeitadas e sinalizou recentemente à Polícia Federal que poderia fornecer informações adicionais caso tivesse a oportunidade de colaborar formalmente.

Se Mansur antecipar informações relevantes sobre estruturas financeiras, patrimônio e pessoas relacionadas ao caso, parte do conteúdo que Vorcaro poderia oferecer perde o caráter de novidade. Em acordos de colaboração, a utilidade das informações e a possibilidade de produzir novas provas são fatores importantes para a avaliação das autoridades.

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