A crise envolvendo a cúpula da Polícia Federal ganhou uma nova frente nesta terça-feira (8). Além de afastar preventivamente Andrei Rodrigues da direção-geral da corporação, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Corregedoria da PF abra investigações sobre a conduta do delegado.
A ordem prevê procedimentos em duas frentes: uma de natureza penal e outra administrativo-disciplinar. A Corregedoria também deverá comunicar ao relator eventuais medidas que considere necessárias à medida que as apurações avancem.
Na decisão, Mendonça determinou que sejam investigados os “graves fatos identificados”. A abertura dos procedimentos, contudo, não representa conclusão sobre eventual responsabilidade de Andrei, que dependerá dos elementos reunidos durante as investigações.
O afastamento temporário alcançou ainda Leandro Almada, diretor de Inteligência Policial da PF. Segundo Mendonça, a retirada dos dois dirigentes das funções é necessária para preservar as apurações e permitir que integrantes do STF, o advogado-geral da União, Jorge Messias, e servidores da própria Polícia Federal exerçam suas atribuições sem o que classificou como “constrangimentos ilegais”.
As medidas ocorrem em meio aos desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master. Andrei Rodrigues foi mencionado em material encontrado no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador da instituição financeira.
O caso chegou ao Supremo por iniciativa do partido Novo, que pediu providências contra o diretor-geral da PF e chegou a solicitar sua prisão. Mendonça não determinou a prisão e optou pelo afastamento preventivo acompanhado da abertura das investigações pela Corregedoria.
As referências a Andrei no material extraído do celular de Vorcaro fazem parte dos elementos que serão analisados, mas não demonstram, isoladamente, que o diretor-geral tenha atendido a pedidos do banqueiro ou praticado irregularidades.
A decisão sobre o afastamento foi submetida por Mendonça ao referendo da Segunda Turma do STF. Paralelamente, caberá agora à Corregedoria da Polícia Federal formalizar os procedimentos e apurar as eventuais responsabilidades nas esferas penal e administrativa.










