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Bolsas europeias caem à mínima em dois meses após BCE elevar juros

Pressão dos preços de energia aumenta expectativa de novo aperto monetário, enquanto investidores avaliam riscos para inflação e crescimento da zona do euro

As bolsas europeias fecharam em queda nesta quinta-feira (10), pressionadas pela decisão do Banco Central Europeu (BCE) de elevar os juros e pelo aumento das expectativas de novas altas diante das pressões inflacionárias provocadas pelo choque de energia relacionado à guerra no Irã. O índice pan-europeu STOXX 600 recuou 0,7%, aos 635,97 pontos, menor nível desde 8 de julho.

O BCE elevou a taxa de depósito em 0,25 ponto percentual, para 2,5%, no segundo aumento de 2026. A autoridade monetária busca evitar que a alta dos preços da energia se espalhe pela economia da zona do euro, especialmente vulnerável por sua dependência de combustíveis importados. Ao mesmo tempo, o banco revisou a projeção de crescimento para este ano de 0,8% para 0,9% e passou a estimar inflação média de 3%.

A presidente do BCE, Christine Lagarde, afirmou que os riscos para a inflação estão inclinados para cima e que as pressões sobre os preços podem permanecer acima da meta por um período prolongado, embora tenha ressaltado que não há compromisso antecipado com novas decisões. Para Mark Wall, economista-chefe para a Europa do Deutsche Bank, uma nova alta em dezembro tornou-se mais provável, mas o avanço dos preços do gás também pode prejudicar o crescimento econômico.

Entre as principais bolsas, Londres caiu 0,57%, Frankfurt recuou 0,84% e Paris perdeu 0,49%. Milão fechou em baixa de 0,13% e Madri cedeu 0,18%. Lisboa destoou do movimento e avançou 0,11%.

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