Enquanto o IFIX acumula leve queda em 2026, alguns fundos imobiliários conseguiram entregar retornos de dois dígitos aos cotistas. O maior avanço entre os FIIs analisados pela Quantum Finance foi registrado pelo Riza Arctium Real Estate (RZAT11), com rentabilidade acumulada de 15,5% entre janeiro e o fim de agosto.
No mesmo intervalo, o IFIX, principal índice de fundos imobiliários negociados na B3, recuou 0,33%. A diferença coloca o RZAT11 mais de 15 pontos percentuais acima do desempenho do índice no período considerado pelo levantamento.
Gerido pela Riza Asset, o fundo possui patrimônio líquido estimado em aproximadamente R$ 430 milhões e reúne mais de 34 mil cotistas. O RZAT11 é classificado como híbrido e mantém exposição a imóveis de diferentes segmentos, entre eles logística e varejo.
A carteira é formada atualmente por nove imóveis alugados para nove inquilinos. Entre os locatários estão empresas ligadas a postos de combustíveis, atacadistas e telecomunicações. Segundo informações divulgadas pelo próprio fundo, os contratos apresentam taxa média equivalente a IPCA mais 10,2% ao ano.
Outro número destacado no relatório gerencial está na diferença entre o preço de aquisição dos ativos e sua avaliação mais recente. Os imóveis foram comprados por aproximadamente R$ 375 milhões e posteriormente avaliados em R$ 975 milhões. A valorização contábil dos ativos, contudo, não corresponde necessariamente a ganho realizado pelo fundo, já que depende da venda dos imóveis para eventual materialização.
O segundo maior retorno do levantamento ficou com o Polo Crédito Imobiliário (PORD11). Diferentemente do líder, o fundo é concentrado em recebíveis imobiliários e acumula rentabilidade de 13,91% em 2026. Seu patrimônio líquido supera R$ 335 milhões.
Logo atrás aparece o Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11), com retorno acumulado de 13,72% até o fim de agosto. Gerido pela Mauá Capital, o fundo também atua no segmento de recebíveis e possui patrimônio líquido próximo de R$ 1,5 bilhão, além de aproximadamente 125 mil cotistas.
O desempenho dos três fundos mostra que estratégias distintas conseguiram superar o IFIX no período analisado. Enquanto o RZAT11 combina exposição direta a imóveis de diferentes segmentos, PORD11 e MCCI11 concentram suas carteiras em ativos de crédito imobiliário.
A rentabilidade passada, entretanto, não indica necessariamente o comportamento futuro dos fundos. Além das oscilações das cotas na Bolsa, o desempenho dos FIIs depende de fatores como juros, inflação, qualidade dos ativos, condições dos contratos, inadimplência e situação financeira dos locatários ou devedores.









