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XP seleciona ETFs para investir no Brasil e no exterior em outubro de 2026

Relatório da XP mostra quais ETFs podem ser usados para renda, proteção contra inflação, diversificação internacional e construção de patrimônio

A XP atualizou suas recomendações de ETFs para outubro com uma estratégia que combina renda fixa, ações brasileiras e internacionais, ouro e commodities. A instituição mantém a diversificação como principal orientação diante de um cenário marcado por juros elevados no exterior e incertezas que ainda podem provocar volatilidade nos mercados.

No cenário internacional, a avaliação é de que os juros permanecem no centro das atenções. Segundo a XP, a economia americana continua resiliente e a inflação segue acima da meta, enquanto a alta do petróleo e a necessidade elevada de financiamento dos governos dificultam uma redução consistente das taxas de longo prazo.

Esse ambiente torna a renda fixa global mais atrativa em termos de remuneração, mas também exige atenção aos prazos dos títulos e à qualidade de crédito. Já na renda variável, empresas relacionadas à inteligência artificial continuam sustentando parte do desempenho do mercado, embora a instituição recomende seletividade diante dos riscos macroeconômicos.

XP aponta ETFs para diferentes objetivos

No Brasil, a XP separou suas indicações de ETFs de acordo com o objetivo do investidor. Para quem busca manter recursos líquidos em uma espécie de caixa tático, aparecem LTBX11 e LFTX11, ambos ligados à renda fixa.

Para proteção contra a inflação, a seleção inclui XB3011, XB3511, XB4511, XB5011 e XB6011. Os fundos permitem exposição a diferentes vencimentos de títulos públicos indexados ao IPCA e podem ser utilizados conforme o prazo pretendido pelo investidor.

Quem busca diversificação além dos ativos tradicionais encontra uma cesta mais abrangente. A XP destaca GOLD11 e GOLX11, ligados ao ouro; SLVR11, relacionado à prata; além de XBIT11, XETH11 e HASH11, que oferecem exposição ao mercado de criptoativos.

Para construção de patrimônio no longo prazo, aparecem BOVX11 e XCAP11, ligados ao mercado acionário, XFIX11, de fundos imobiliários, os ETFs de renda fixa XB4511, XB5011 e XB6011 e o GOAT11. Segundo a XP, a estratégia busca combinar diferentes classes de ativos e aproveitar mecanismos como reinvestimento de cupons e dividendos.

Já para investidores interessados em renda recorrente, a seleção inclui NDIV11, DIVD11 e SPYI11, que oferecem exposição a estratégias voltadas a empresas pagadoras de dividendos e geração periódica de rendimentos.

Investimento no exterior também ganha espaço

A diversificação internacional permanece como um dos pilares da estratégia. Para quem deseja investir no exterior utilizando a própria B3, a XP destaca ACWI11, SPXH11, SPXU11, NASD11, DOLX11 e AGGX11. Os produtos permitem acessar ações e títulos internacionais com diferentes estratégias de exposição cambial.

Na Carteira Global de ETFs, a XP recomenda que a parcela internacional corresponda a 15% do patrimônio total do investidor, considerando suas políticas de alocação. A carteira combina renda fixa, ações e ativos alternativos negociados no exterior ou acessíveis pela bolsa brasileira.

A maior posição individual da carteira global está no ACWI, com peso de 24,5%, oferecendo exposição a empresas de diferentes países. Na renda fixa, aparecem ativos ligados aos Treasuries americanos e títulos corporativos, incluindo papéis de grau de investimento e de maior rendimento.

A inteligência artificial também permanece entre as apostas da XP. O ETF AIQ, acessível na B3 por meio do BDR BAIQ39, representa 6% da carteira global e reúne empresas que podem se beneficiar dos avanços da tecnologia. A estratégia ainda reserva posições menores para ações europeias, mercados emergentes, saúde, ouro e commodities.

Carteira brasileira muda conforme perfil de risco

Na Carteira Brasil ETFs, a composição varia de acordo com o perfil do investidor. Na versão conservadora, 60% estão alocados no LTBX11 e outros 18% no LFTX11. Somados, os dois produtos deixam 78% da carteira concentrada em pós-fixados.

Para o perfil moderado, a participação do LTBX11 cai para 38%, enquanto cresce a exposição a inflação, prefixados e renda variável. A carteira inclui ainda fundos imobiliários, ouro e commodities.

Na estratégia sofisticada, a renda variável brasileira ganha peso maior, enquanto os pós-fixados representam apenas 15,5% da carteira. O XB3511, ligado ao Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035, responde por 22%, maior posição depois do LTBX11. Também aparecem exposição ao S&P 500, fundos imobiliários, ouro e commodities.

ETFs europeus entram no radar

A XP também reforçou a presença dos ETFs UCITS, fundos estruturados sob a regulamentação europeia e negociados internacionalmente. Entre as vantagens apontadas pela instituição estão eficiência tributária, reinvestimento automático de dividendos em determinadas classes e redução da exposição ao imposto sucessório americano.

Entre os destaques táticos de outubro estão o IB01, que investe em títulos públicos americanos com prazo de até um ano; o VDET, voltado a títulos soberanos de países emergentes emitidos em dólar; e o ISAC, que oferece exposição a ações de mercados desenvolvidos e emergentes em diferentes regiões do mundo.

A estratégia apresentada pela XP para outubro mostra, portanto, que a instituição evita concentrar as apostas em uma única classe de ativos. Mesmo com a renda fixa oferecendo taxas atrativas, a recomendação mantém espaço para ações, ativos internacionais, ouro e commodities, buscando equilibrar geração de retorno e proteção diante de um ambiente ainda marcado por juros elevados e incerteza nos mercados.

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