Uma eleição, no mínimo, polêmica. O Brasil encerra o segundo turno sob suspeitas após problemas com transporte público em diversas cidades brasileiras, o que fez com que o Supremo Tribunal Federal (STF) tivesse que intervir.
O fato é que o resultado das eleições presidenciais que deram a vitória de virada ao presidente Lula (PT), podem e devem gerar vários questionamentos ao longo dos próximos meses.
Minas Gerais, Paraná e São Paulo concentram mais da metade dos municípios onde Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu reverter a vantagem obtida por Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno das eleições presidenciais de 2026. Levantamento parcial divulgado na noite deste domingo (25) identificou 98 cidades em que o candidato petista passou à frente do adversário na segunda votação.
Os dados consideram exclusivamente municípios com 100% das seções eleitorais apuradas até as 20h56, quando a totalização nacional havia alcançado 84,73% das urnas. Como a contagem ainda estava em andamento em outras localidades, o número de inversões poderia sofrer alterações.
Nos 98 municípios identificados, Flávio Bolsonaro havia recebido mais votos que Lula no primeiro turno. Na votação decisiva, entretanto, o candidato do PT ultrapassou o adversário e terminou na primeira colocação.
Até o horário considerado pelo levantamento, não haviam sido identificadas situações inversas entre as cidades com apuração concluída na base analisada, ou seja, municípios onde Lula liderou no primeiro turno e Flávio Bolsonaro passou à frente no segundo.
Minas Gerais apresentou o maior número de mudanças, com 23 municípios. O Paraná apareceu na segunda posição, com 16, seguido por São Paulo, onde foram registradas 15 viradas. Somados, os três estados responderam por 54 das 98 inversões identificadas, aproximadamente 55% do total.
O Tocantins registrou 11 municípios em que houve mudança na liderança entre os dois candidatos, enquanto o Rio Grande do Sul contabilizou oito e Alagoas apresentou sete.
Em Goiás e no Espírito Santo, foram identificadas três viradas em cada estado. Amazonas, Mato Grosso do Sul e Pará tiveram dois municípios cada.
Outras seis unidades da Federação registraram uma mudança de liderança: Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte.
A distribuição geográfica mostra que as inversões ocorreram em diferentes regiões do país, com maior concentração nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo.
O levantamento considera a comparação entre os votos recebidos pelos dois candidatos nos municípios analisados, sem representar necessariamente uma mudança na preferência da maioria de todos os eleitores locais entre uma etapa e outra. A diferença também pode ser influenciada pela transferência de votos de candidatos que não participaram do segundo turno, além de alterações no comparecimento eleitoral.










