Bolsonaro defende Trump e critica Lula após anúncio de novas tarifas dos EUA
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m publicação nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que Trump está apenas “protegendo seu país de um vírus socialista”

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) saiu em defesa de Donald Trump nesta quarta-feira (2), após o republicano anunciar um novo pacote de tarifas sobre produtos importados, que pode afetar diretamente exportações brasileiras. Em publicação nas redes sociais, Bolsonaro afirmou que Trump está apenas “protegendo seu país de um vírus socialista” e criticou a postura do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) diante da escalada comercial.

A declaração ocorre em meio à apreensão do Palácio do Planalto sobre o impacto das novas medidas anunciadas pelos Estados Unidos. O temor é de que o Brasil sofra com uma sobretaxa linear sobre sua pauta exportadora e, principalmente, com a dupla tarifação sobre aço e alumínio, setores já penalizados por medidas anteriores adotadas por Washington.

Para Bolsonaro, uma reação baseada no confronto não é o caminho. "Uma eventual guerra comercial com os EUA não é uma estratégia inteligente e que preserva os interesses do povo brasileiro", escreveu o ex-presidente na plataforma X (antigo Twitter). Ele defendeu que a melhor resposta à tarifação americana seria o governo “extinguir a mentalidade socialista” que, segundo ele, impõe tarifas elevadas aos produtos dos EUA e dificulta o acesso da população a produtos de qualidade com preços mais baixos.

Em tom elogioso ao aliado norte-americano, Bolsonaro afirmou que Trump age para proteger a indústria e o consumidor americano. "Dobrar a aposta e escalar a crise com o nosso segundo maior parceiro comercial não é uma resposta sábia", pontuou.

O ex-presidente ainda relembrou a estratégia adotada durante sua gestão, ao destacar que optou pela diplomacia ao negociar quotas de exportação de aço com isenção de barreiras tarifárias. "Eu apostei na diplomacia, não no conflito", concluiu.

As falas de Bolsonaro se somam ao clima de tensão crescente entre Brasília e Washington, após Trump anunciar que todos os parceiros comerciais dos EUA — incluindo o Brasil — passarão a ser alvo de uma tarifa de 10%, com exceções e acréscimos específicos para setores como alumínio, aço e automóveis. A decisão foi classificada pelo republicano como o "Dia da Libertação", numa tentativa de reforçar o discurso nacionalista e industrialista, especialmente em ano eleitoral.

 

Enquanto o governo Lula articula no Congresso um projeto que permita retaliações comerciais contra países que imponham barreiras discriminatórias ao Brasil, a declaração de Bolsonaro adiciona um componente político à crise comercial. O ex-presidente volta a se posicionar como contraponto direto à política externa atual, defendendo uma aproximação pragmática com os Estados Unidos, mesmo em meio a medidas que afetam diretamente setores estratégicos da economia brasileira.

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