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Dois dias após a divulgação da pesquisa Datafolha indicando queda na popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ministros próximos foram convocados para uma reunião na Granja do Torto, no último domingo (16), para discutir as razões da crise e estratégias de recuperação.
No encontro, medidas do Ministério da Fazenda foram apontadas como principal fator de desgaste, com destaque para a polêmica sobre a suposta taxação do Pix e o imposto sobre compras internacionais, conhecido como "taxa da blusinha". Ambas as propostas foram originadas na Receita Federal e aprovadas pelo ministro Fernando Haddad, que não participou da reunião por estar em viagem ao Oriente Médio.
Outro ponto de tensão foi a atuação do ministro da Casa Civil, Rui Costa, criticado por falhas na coordenação de ações do governo, especialmente na gestão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
Participaram da reunião os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Rui Costa (Casa Civil), Sidônio Palmeira (Comunicação), Alexandre Silveira (Minas e Energia), Camilo Santana (Educação) e o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT).
Além das medidas econômicas, o impacto da inflação dos alimentos foi citado como um terceiro fator de insatisfação popular. Também foi debatida a necessidade de melhorar a comunicação do governo para ampliar a divulgação de políticas públicas e serviços à população.
Apesar das críticas, Lula mantém a aposta em medidas econômicas para recuperar sua popularidade. Entre as iniciativas destacadas estão a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o programa Pé-de-Meia para estudantes, a ampliação do Farmácia Popular e o consignado privado.
O Ministério da Fazenda foi procurado para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.