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Petrobras entra em sobrecompra com IFR em 82 pontos após alta de 51% em 2026

Enquanto a Petrobras exibe força técnica a CSN despenca 36% em 2026 com IFR em 16,67

A Petrobras figura entre os papéis mais esticados do Ibovespa segundo a leitura mais recente do Índice de Força Relativa, com o IFR em 82,82 pontos, zona tradicionalmente associada à sobrecompra. O indicador, que varia entre 0 e 100, sinaliza sobrecompra acima de 70 e sobrevenda abaixo de 30, sendo amplamente utilizado na análise técnica para avaliar a intensidade dos movimentos de preço e identificar potenciais pontos de exaustão de tendência.

O desempenho recente das ações justifica a leitura elevada do indicador. Em 2026, o papel PETR3 acumula alta de 51,61%, e no recorte de 12 meses o avanço chega a 47,52%. No gráfico diário, a ação permanece negociando acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, configuração que reforça o viés comprador e a predominância do fluxo de alta. Na última sessão, a ação registrou leve baixa de 0,54%, encerrando a R$ 49,38, após oscilar entre a mínima de R$ 48,95 e a máxima de R$ 50,10.

Apesar da tendência construtiva, o distanciamento crescente entre o preço e as médias móveis, combinado ao IFR em zona de sobrecompra, eleva a probabilidade de correções pontuais ou de um período de consolidação no curto prazo. Para que o fluxo comprador mantenha tração, o papel precisará superar a resistência em R$ 50,32, correspondente à máxima histórica, patamar que, se rompido, pode abrir espaço para novas projeções de alta. Do lado oposto, uma correção mais ampla pode ganhar força caso o ativo perca a região das médias móveis. As resistências relevantes estão em R$ 50,32, R$ 52,15, R$ 53,90, R$ 55,45 e R$ 57,95, enquanto os suportes mais próximos se situam em R$ 47,00 e R$ 44,73.

Também figuram na lista de papéis em zona de sobrecompra as ações PETR4, SLC Agrícola, PetroRecôncavo e Prio, todas refletindo o desempenho positivo do setor de petróleo e do agronegócio no período recente.

No extremo oposto do indicador, a Companhia Siderúrgica Nacional apresenta o IFR mais deprimido do Ibovespa, em 16,67 pontos, região de sobrevenda. A ação acumula queda de 36,02% em 2026, tendo encerrado a última sessão com baixa de 6,23%, a R$ 5,72. No gráfico diário, o papel permanece negociando abaixo das médias móveis com certo afastamento, o que reforça a predominância do fluxo vendedor. Apesar do IFR em sobrevenda poder abrir espaço para repiques técnicos ou movimentos de consolidação no curto prazo, não há até o momento sinais técnicos consistentes que indiquem reversão da tendência principal.

Para que a CSN volte a atrair fluxo comprador de forma sustentável, será necessário superar as resistências em R$ 7,00 e R$ 7,38. A continuidade da pressão vendedora, por outro lado, pode se intensificar caso o papel rompa o suporte na faixa de R$ 5,66 a R$ 5,32. As resistências relevantes estão em R$ 7,00, R$ 7,38, R$ 8,18 e R$ 8,42, e os suportes em R$ 5,66, R$ 5,32 e R$ 4,75.

Na outra ponta dos papéis mais pressionados do índice, além da CSN, figuram Minerva, Gerdau nas duas classes de ação e Hapvida, todos negociando em faixas técnicas consideradas mais frágeis e com predomínio de fluxo vendedor.

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