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TCU apura empréstimo de R$ 22 mi do Banco Master à cunhada de Hugo Motta

A representação aponta que o parentesco entre Bianca Medeiros e Hugo Motta reforça o interesse público e o risco de utilização privilegiada

O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União pediu que a corte de contas investigue o empréstimo concedido pelo Banco Master a Bianca Medeiros, cunhada do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta. O financiamento foi de pelo menos R$ 22 milhões e foi utilizado para a compra do terreno de uma antiga fábrica de cimentos em João Pessoa, conforme revelou a Folha de S.Paulo. A representação foi assinada pelo procurador Lucas Furtado.

O pedido central é que o TCU verifique se houve utilização direta ou indireta de recursos públicos no empréstimo, incluindo subsídios, garantias ou linhas de financiamento de origem estatal operadas por meio de fundos públicos, bancos públicos ou programas oficiais de fomento. Furtado argumenta que bancos privados frequentemente operam com recursos oriundos de fontes como BNDES, fundos constitucionais e linhas de repasse, o que justifica a apuração mesmo tratando-se de uma instituição privada como o Master.

O procurador destaca que o parentesco entre Bianca Medeiros e Hugo Motta reforça o interesse público e a necessidade de exame cuidadoso da operação, diante do potencial risco à imagem das instituições e da possibilidade de eventual utilização privilegiada de linhas de crédito alimentadas por recursos estatais. A representação pede ainda que o TCU analise a conduta do Banco Central na supervisão do Master, especialmente no que diz respeito à transparência, à gestão de riscos, ao compliance e à prevenção de conflitos de interesse ou favorecimento decorrente de relações pessoais com agentes políticos.

Na liminar solicitada, Furtado pede medida cautelar ao Banco Master para a preservação integral de todos os documentos relacionados ao empréstimo e para impedir qualquer transferência, cessão ou reestruturação do financiamento enquanto a apuração estiver em curso. O procurador inclui também pedido ao Banco Central para que o empréstimo seja acompanhado individualmente e para que a autoridade monetária informe as medidas de supervisão adotadas, os resultados de eventuais inspeções e a origem dos recursos utilizados pelo Master para lastrear a operação.

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