Os fundos de pensão brasileiros encerraram 2025 com o melhor resultado desde o início da série histórica da Previc em 2013. O setor registrou rentabilidade média anual de 13,23% e superávit de R$ 17 bilhões, resultado que coloca a previdência complementar fechada numa posição de solidez num ano marcado por juros elevados, volatilidade cambial e incerteza geopolítica.
Os planos de contribuição definida lideraram o desempenho com rentabilidade média de 14,20%, a maior entre as categorias. No agregado do sistema, 424 planos registraram superávit de R$ 39 bilhões, enquanto 154 planos acumularam déficit de R$ 22 bilhões, resultando na diferença positiva de R$ 17 bilhões. O setor administra cerca de R$ 1,4 trilhão em ativos e atende milhões de participantes em todo o país.
Para Devanir Silva, presidente da Abrapp, os números confirmam a resiliência dos fundos de pensão mesmo diante de um ambiente econômico adverso. A entidade avalia que o desempenho evidencia a maturidade do setor na gestão de riscos e na alocação de ativos ao longo do ciclo.
No campo regulatório, a Previc autorizou 12 novos planos e 216 convênios de adesão em 2025, além de 42 novos convênios de entes federativos e a habilitação de 964 dirigentes e conselheiros. A área de fiscalização conduziu 72 procedimentos em 70 entidades fechadas de previdência complementar de diferentes portes. A ouvidoria do órgão atendeu 2.663 demandas ao longo do ano, incluindo solicitações, reclamações e denúncias.









