O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, decidiu nesta quarta-feira (17) manter a taxa básica de juros no intervalo entre 3,50% e 3,75% ao ano. A decisão foi unânime e já era amplamente esperada pelo mercado, que apostava na manutenção dos juros diante do cenário de inflação ainda acima da meta e da resiliência da economia americana.
Em comunicado, o Fed destacou que a atividade econômica segue crescendo em ritmo sólido, sustentada pelo avanço dos investimentos, ganhos de produtividade e um mercado de trabalho ainda aquecido. A autoridade monetária também reconheceu que a inflação continua acima da meta de 2%, pressionada por fatores como o aumento dos preços de energia e outros choques de oferta.
As projeções atualizadas reforçaram uma postura mais cautelosa para os próximos anos. O Fed elevou suas estimativas para a inflação em 2026 e reduziu levemente a previsão de crescimento econômico, indicando que o processo de convergência dos preços pode ser mais lento do que o esperado anteriormente.
O chamado “dot plot”, gráfico que reúne as projeções dos dirigentes do banco central, mostrou uma expectativa de juros mais altos por mais tempo. As estimativas para o fim de 2026 e 2027 foram revisadas para cima, sinalizando que eventuais cortes deverão ocorrer de forma gradual.
Entre os integrantes do comitê, aumentou o número de dirigentes que não prevê redução dos juros ainda em 2026. O cenário reflete a combinação de uma economia que segue resistente e de uma inflação que permanece acima do objetivo da autoridade monetária.
Após a decisão, as atenções do mercado se voltam para as declarações da presidência do Fed, em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária e o ritmo esperado para eventuais ajustes nos juros americanos.










