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Ouro recua com dólar forte e expectativa de alta dos juros nos EUA

Apesar da queda no pregão, Deutsche Bank mantém projeção de valorização do ouro e estima que o metal alcance US$ 4.700 por onça até o fim de 2026

O ouro fechou em queda nesta segunda-feira (3), pressionado pelo fortalecimento do dólar e pela alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos (Treasuries), em um mercado que continua avaliando os próximos passos da política monetária americana. Na Comex, divisão de metais da Bolsa de Nova York, o contrato para agosto recuou 0,40%, encerrando a US$ 4.075,90 por onça-troy. A prata, por sua vez, avançou 0,12%, para US$ 57,856 por onça-troy.

O movimento ocorreu após declarações do presidente do Federal Reserve de Nova York, John Williams, que reafirmou a expectativa de desaceleração gradual da inflação, mas alertou que o banco central poderá voltar a elevar os juros caso os preços não continuem convergindo para a meta. O dirigente também destacou que as incertezas relacionadas ao conflito no Oriente Médio ainda podem influenciar a trajetória da inflação, especialmente por meio dos preços da energia.

No mercado, a expectativa predominante é de um novo aumento de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros dos Estados Unidos na reunião de setembro do Federal Reserve. A perspectiva de juros mais altos fortalece o dólar e eleva os rendimentos dos Treasuries, reduzindo a atratividade do ouro, que não oferece remuneração ao investidor.

Apesar da correção recente, o Deutsche Bank avalia que o metal pode ter encontrado um piso próximo de US$ 3.900 por onça e mantém uma visão positiva para os próximos meses. O banco alemão projeta que o ouro alcance cerca de US$ 4.700 por onça até o fim de 2026, sustentado pela demanda estrutural e pela perspectiva de valorização no longo prazo.

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