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Ágora aponta 5 ações com retornos de até 13% para investir em agosto de 2026

A corretora vê potencial para aumento dos dividendos da Copasa após a privatização e mantém expectativa de dividend yield médio de 8,3%

A Ágora promoveu uma alteração pontual em sua carteira recomendada de dividendos para agosto, substituindo as ações da Copel (CPLE3) pelos papéis da Copasa (CSMG3). Segundo a corretora, a mudança busca aumentar a exposição da carteira a uma empresa que reúne melhores perspectivas de crescimento dos resultados e da distribuição de dividendos nos próximos anos.

Com a alteração, a carteira passa a ser composta por Allos (ALOS3), Caixa Seguridade (CXSE3), Copasa (CSMG3), ISA Energia (ISAE4) e Itaúsa (ITSA4). A Ágora estima um dividend yield médio de 8,3% para o portfólio nos próximos 12 meses.

A entrada da Copasa reflete uma visão mais otimista para a companhia após o processo de privatização. Na avaliação da casa, a empresa inicia um novo ciclo operacional, sustentado por ganhos de eficiência, maior disciplina na alocação de capital e aceleração dos investimentos em infraestrutura.

Os analistas avaliam que a nova gestão, sob o controle da Equatorial, deverá ampliar a capacidade de execução da companhia, reduzindo custos operacionais, aumentando a produtividade e acelerando o processo de universalização dos serviços de abastecimento de água e coleta de esgoto em Minas Gerais, meta prevista para 2033.

Além da melhora operacional, a Ágora destaca que o crescimento da base regulatória de ativos (RAB) deverá ampliar a geração de receita da empresa ao longo dos próximos anos. Esse movimento, combinado com a expectativa de expansão dos lucros e de uma política mais favorável de distribuição de resultados, fortalece a tese de investimento focada em dividendos.

Outro fator considerado positivo pela corretora é o potencial de aumento do payout, indicador que representa a parcela do lucro distribuída aos acionistas. Na avaliação da Ágora, a combinação entre maior eficiência, crescimento da rentabilidade e expansão da base de ativos regulatórios cria espaço para uma evolução consistente dos proventos pagos pela companhia.

A saída da Copel não decorre de uma piora na visão sobre a empresa, mas sim de uma decisão de alocação de capital. Segundo a casa, a Copasa passa a oferecer uma relação mais atrativa entre potencial de valorização, crescimento dos resultados e capacidade de ampliar a remuneração aos acionistas, tornando-se uma alternativa mais interessante para uma carteira focada em geração de renda.

Empresa Ticker Peso Yield (2026E)
Allos ALOS3 20% 13%
Copasa CSMG3 20% 7,50%
Caixa Seguridade CXSE3 20% 4,80%
Isa Energia ISAE4 20% 7,80%
Itaúsa ITSA4 20% 8,50%

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