O Ibovespa encerrou esta terça-feira (4) praticamente estável, com leve queda de 0,06%, aos 177.894 pontos, em um pregão marcado pela expectativa em torno da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela pressão exercida por Itaú (ITUB4) e Petrobras (PETR4). O dólar avançou 0,86%, fechando cotado a R$ 5,1309, enquanto investidores ajustaram posições antes do anúncio de juros previsto para esta quarta-feira (5).
As ações do Itaú recuaram 2,48%, em meio à cautela dos investidores antes da divulgação do balanço do segundo trimestre. Já a Petrobras acompanhou a forte queda do petróleo no mercado internacional, após declarações do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, indicando a possibilidade de um acordo com o Irã para a reabertura do Estreito de Ormuz, o que derrubou o Brent em mais de 5%. Na direção oposta, a Vale subiu 2,24% e evitou uma queda mais intensa do principal índice da bolsa. Juntas, Vale, Petrobras e os grandes bancos representam cerca de metade da carteira teórica do Ibovespa.
No cenário doméstico, a produção industrial brasileira caiu 1,8% em junho na comparação com maio, desempenho bem pior que a expectativa do mercado, que projetava retração de 0,6%. O resultado reforçou a percepção de desaceleração da economia e aumentou as apostas de que o Banco Central promoverá um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic.
Entre os destaques corporativos, a Marcopolo (POMO4) despencou 10,43% após divulgar um balanço considerado fraco por analistas, com o BTG Pactual classificando o trimestre como “um período para esquecer”. Na ponta positiva, a CSN (CSNA3) avançou 6,21% impulsionada pela expectativa de venda de sua operação de cimento por um valor superior a R$ 10 bilhões.
No exterior, Wall Street renovou máximas históricas, com o S&P 500 e o Dow Jones batendo recordes, refletindo o otimismo com tecnologia, setor financeiro e a perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio.









