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Inter lucra R$ 421 milhões no 2º trimestre e alcança meta “Rule of 50”

Banco Inter elevou a receita líquida em 32%, manteve crescimento da carteira de crédito de 29% e reduziu o índice de eficiência

O Inter encerrou o segundo trimestre de 2026 com novos recordes operacionais e financeiros, impulsionado pelo crescimento das receitas, expansão da carteira de crédito e ganhos de eficiência. O banco registrou lucro líquido de R$ 421 milhões entre abril e junho, resultado 34% superior ao obtido no mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida avançou 32%, para R$ 2,6 bilhões.

Os números permitiram à instituição atingir pela primeira vez a chamada “Rule of 50”, indicador estratégico apresentado ao mercado em maio deste ano. A métrica combina o crescimento anual da receita líquida com o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE), estabelecendo como objetivo uma soma superior a 50%. No trimestre, o Inter alcançou ROE de 16,3%, suficiente para cumprir a meta anunciada aos investidores.

Segundo o banco, o desempenho foi sustentado pelo avanço da receita líquida de juros, pela evolução da estratégia de concessão de crédito e pela otimização da composição da carteira. Também contribuíram para o resultado o reposicionamento da carteira de cartões e a expansão das operações de crédito consignado privado.

Outro destaque do balanço foi a melhora da eficiência operacional. O índice de eficiência recuou para 42%, o menor nível da história da instituição. Enquanto as despesas cresceram 19% na comparação anual, o avanço das receitas ocorreu em ritmo mais acelerado, evidenciando o ganho de escala do modelo de negócios.

Na carteira de crédito, o banco informou crescimento de 29% em relação ao segundo trimestre de 2025. O crédito por cliente ativo aumentou 11% no período, reforçando a maior utilização dos produtos financeiros pelos clientes da plataforma. A administração destacou que o consignado privado segue como uma das principais frentes de expansão da instituição.

Os indicadores de inadimplência permaneceram dentro das expectativas do banco. O Inter informou que o aumento observado concentrou-se nas carteiras de consignado privado e cartão de crédito, movimento atribuído tanto ao crescimento dessas operações quanto ao ambiente macroeconômico. A instituição afirmou manter critérios rigorosos de concessão de crédito e processos de recuperação considerados fundamentais para preservar a qualidade dos ativos.

O maior uso da plataforma também refletiu no aumento da receita média por cliente. Segundo a instituição, o maior engajamento dos usuários tem ampliado a contratação de produtos financeiros, fortalecendo a monetização da base de clientes. O banco informou ainda que responde atualmente por 9% de todas as transações realizadas via Pix no Brasil.

Para o CEO Global da Inter&Co, João Vitor Menin, o desempenho confirma a capacidade da companhia de expandir suas operações preservando a rentabilidade. “A Rule of 50 já é uma realidade, com o crescimento da receita atingindo 32% e o ROE ultrapassando 16%. Isso reflete nossa capacidade de alcançar um crescimento escalável e rentável, impulsionado por um modelo que está se tornando neutro em capital”, afirmou.

Segundo o executivo, a estratégia passa a depender cada vez menos de novas captações para financiar a expansão da companhia. “Nossa capacidade única de ganhar market share e financiar o crescimento de forma orgânica por meio da nossa rentabilidade diferencia o Inter. Continuaremos a liderar e moldar o futuro dos serviços financeiros, gerando impacto significativo e valor duradouro”, acrescentou Menin.

O CEO da Inter&Co no Brasil, Alexandre Riccio, destacou o crescimento da carteira de crédito e o aumento da presença da instituição na rotina financeira dos clientes. “Nossa carteira de crédito continua se expandindo em um ritmo forte de 29% ano contra ano, com o crédito por cliente ativo crescendo 11%, um reflexo do quanto o Inter está presente na vida financeira dos nossos clientes”, disse.

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