O Ibovespa conseguiu virar o sinal e encerrou esta terça-feira (29) em alta de 0,46%, aos 183.832,61 pontos, após um pregão de volatilidade. A recuperação dos bancos e o avanço das ações preferenciais da Petrobras ajudaram a sustentar o índice, enquanto o dólar à vista recuou 0,18%, para R$ 5,2170.
O mercado doméstico permaneceu atento à reta final das eleições e aos novos dados econômicos. Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Lula (PT) com 47,6% e Flávio Bolsonaro (PL) com 47,7% em um eventual segundo turno. No mercado de trabalho, a taxa de desemprego ficou em 5,3% em agosto, enquanto o Caged registrou criação líquida de 165 mil vagas. Segundo agentes do mercado ouvidos pelo Money Times, o cenário eleitoral segue entre os principais vetores dos ativos brasileiros.
Entre os pesos-pesados, Petrobras PN (PETR4) avançou 0,64%, enquanto Vale (VALE3) recuou 2,18%, acompanhando a queda do minério de ferro na China. Os bancos deram suporte ao Ibovespa: o Índice Financeiro subiu 1,24%, com Banco do Brasil (BBAS3) avançando 2,56%. Vale, Petrobras e bancos, juntos, representam cerca de metade da carteira teórica do índice.
Fora do grupo de maior peso, Azzas 2154 (AZZA3) liderou as altas, com salto de 9,79%, em meio às expectativas envolvendo a reorganização societária e uma eventual venda da Farm Rio. Na ponta negativa, CSN (CSNA3) caiu 10,18% após mudanças na produção de minério e revisão dos volumes previstos para 2026.
No exterior, o ambiente foi menos favorável. Wall Street fechou em queda, pressionada pelos rendimentos elevados dos Treasuries e pelas expectativas para os juros americanos. Ainda assim, a força dos bancos e de parte das ações de maior peso permitiu ao Ibovespa terminar o pregão no campo positivo.









