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Criminosos usam nome da Febraban para roubar dados bancários

Golpistas se passam pela Febraban para roubar senhas e cobrar taxas antecipadas de empréstimos. Entidade explica como identificar tentativas de fraude

Mensagens que alertam sobre supostas transações bancárias suspeitas e ofertas de empréstimos condicionadas ao pagamento antecipado de taxas estão entre as estratégias utilizadas por criminosos que se passam pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A entidade emitiu um alerta após identificar novas tentativas de fraude envolvendo o uso indevido de seu nome e de sua identidade visual para obter informações financeiras e dinheiro das vítimas.

Um dos casos identificados nesta semana envolve a utilização da logomarca da Febraban em um perfil falso no WhatsApp. O criminoso encaminhou uma mensagem com a expressão “assunto urgente”, informando ao destinatário sobre uma suposta movimentação suspeita em sua conta bancária.

A abordagem busca criar uma situação de preocupação imediata para convencer a vítima a fornecer informações pessoais e bancárias. Sob o argumento de que seria necessário cancelar uma operação não reconhecida, os fraudadores solicitam dados como número da conta e senha, que podem ser utilizados posteriormente para movimentações indevidas e outros crimes financeiros.

A Febraban esclarece que não realiza esse tipo de atendimento. A instituição é uma associação civil sem fins lucrativos que representa bancos e outras instituições financeiras, mas não mantém relacionamento direto com os clientes dessas empresas para executar operações bancárias ou procedimentos de segurança.

Segundo Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da entidade, qualquer contato realizado em nome da federação com a finalidade de solicitar dados ou autorizar transações deve ser considerado suspeito.

“A Febraban não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou quaisquer redes sociais, para realização de procedimentos de segurança ou para a efetivação de operações financeiras. Trata-se de modalidade de golpe”, afirmou.

A utilização de perfis falsos e mensagens que simulam comunicações institucionais faz parte de estratégias de engenharia social, nas quais criminosos exploram a confiança do consumidor em marcas conhecidas para obter informações sigilosas.

Além das falsas notificações de segurança, a federação chama atenção para fraudes envolvendo ofertas de crédito. Nesse modelo, os criminosos criam páginas na internet e perfis em redes sociais que imitam instituições financeiras e divulgam empréstimos com condições aparentemente vantajosas.

As ofertas costumam destacar facilidade de aprovação, liberação rápida dos recursos e possibilidade de contratação por consumidores com restrições de crédito. O objetivo é atrair interessados que, após preencherem formulários com informações pessoais, passam a receber contatos dos supostos representantes financeiros.

Durante a negociação, os golpistas podem encaminhar documentos apresentados como contratos de empréstimo, buscando dar aparência de legitimidade à operação. Em seguida, informam que a liberação do dinheiro depende do pagamento antecipado de impostos, taxas administrativas, despesas cadastrais ou parcelas.

Em algumas situações, os criminosos afirmam que essas cobranças são exigências da Febraban ou procedimentos obrigatórios do mercado financeiro. A entidade nega qualquer participação nesse tipo de operação e ressalta que não concede empréstimos nem exige pagamentos para sua liberação.

“Desconfie sempre que exigirem qualquer pagamento antecipado para liberar um empréstimo. Cobranças de impostos, taxas de cadastro ou adiantamento de parcelas como condição para receber o crédito são sinais de golpe”, advertiu Mielle.

A federação orienta os consumidores a não compartilhar senhas, códigos de autenticação, números de contas ou outras informações bancárias em conversas iniciadas por contatos desconhecidos. Também recomenda que nenhuma transferência ou pagamento seja realizado com base em solicitações recebidas por mensagens ou ligações suspeitas.

Quando houver dúvidas sobre a existência de uma transação ou sobre a autenticidade de uma oferta de crédito, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente o banco ou a instituição financeira pelos canais oficiais, sem utilizar links ou telefones fornecidos pelo possível fraudador.

A campanha de prevenção a fraudes da Febraban reforça que mensagens com caráter de urgência, pedidos de informações sigilosas e exigências de depósitos antecipados devem ser tratados como sinais de alerta. A orientação é verificar a procedência da comunicação antes de fornecer qualquer dado ou realizar operações financeiras.

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