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Dólar fecha a R$ 5,02 após inflação nos EUA elevar incertezas sobre juros do Fed

Inflação americana acelera para 3,7% em 12 meses, fortalece a moeda globalmente e movimenta apostas sobre a próxima decisão de juros

O dólar encerrou esta quarta-feira (14) em alta de 0,17%, cotado a R$ 5,0289 no mercado à vista, acompanhando o fortalecimento da moeda norte-americana no exterior. O movimento foi impulsionado pela divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos acima das expectativas, que reacenderam as preocupações com a possibilidade de juros elevados por mais tempo na maior economia do mundo.

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos avançou 0,6% em setembro, após alta de 0,4% em agosto, segundo o Departamento do Trabalho. Em 12 meses, a inflação acumulou 3,7%, permanecendo acima da meta de 2% perseguida pelo Federal Reserve (Fed). O resultado reforçou as incertezas sobre os próximos passos da autoridade monetária americana.

A valorização do dólar também foi observada no mercado internacional. Por volta das 17h, o índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de uma cesta de seis divisas, incluindo euro e libra, subia 0,36%, aos 102,542 pontos. Para William Castro, estrategista-chefe da Avenue Securities, o CPI mais forte evidencia a persistência das pressões inflacionárias e recoloca a trajetória dos juros no centro das preocupações dos investidores.

Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou que a aceleração da inflação e o núcleo acima das expectativas reforçam a atenção do Fed ao comportamento dos preços. Embora o CPI não seja o indicador de inflação preferido do banco central americano, seus resultados influenciam as expectativas do mercado sobre a política monetária.

Após a divulgação, as apostas para a reunião do Fed em 28 de outubro oscilaram. Pela manhã, a ferramenta FedWatch, do CME Group, indicava 53,7% de probabilidade de elevação dos juros para a faixa de 4% a 4,25%. Ao longo da tarde, porém, a expectativa predominante voltou a ser de manutenção das taxas entre 3,75% e 4%, cenário que concentrava 65,1% das apostas no fechamento.

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