O dólar registrou nesta terça-feira (11) a quinta queda consecutiva e fechou no menor nível em mais de um ano, pressionado pela expectativa de corte na taxa Selic no início de 2026 e pela desaceleração da inflação. A moeda americana encerrou o dia cotada a R$ 5,2732, em baixa de 0,64%, acompanhando o movimento global de enfraquecimento do dólar, com o índice DXY recuando 0,02%, a 99,580 pontos.
O movimento foi impulsionado pela leitura da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e pelo IPCA de outubro, que subiu apenas 0,09%, abaixo da previsão de 0,16%. A combinação de inflação mais baixa e discurso menos conservador do Banco Central reforçou as apostas de início do ciclo de corte de juros já no primeiro trimestre de 2026. Segundo o Itaú BBA, a ata mostrou confiança de que manter a Selic em 15% por um período prolongado tem se mostrado eficaz no controle dos preços.
A valorização das commodities também contribuiu para o desempenho do real, com o petróleo Brent encerrando o dia em alta de 1,71%, a US$ 65,16 o barril. O cenário externo reforçou o apetite ao risco após o Senado dos Estados Unidos aprovar um acordo para encerrar o “shutdown” do governo, que já durava 41 dias, elevando o otimismo dos investidores.
O texto agora segue para votação na Câmara dos Deputados americana e, em seguida, para sanção do presidente Donald Trump. A resolução do impasse fiscal nos EUA e o alívio nas tensões internas brasileiras criaram um ambiente mais favorável aos ativos de risco, sustentando o real e levando o dólar ao menor patamar desde junho de 2024.










