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Itaú BBA reduz preço-alvo da XP e vê perda de força competitiva frente ao BTG

Banco vê receitas mais fracas, pressão competitiva e menor visibilidade para a XP

O Itaú BBA revisou para baixo suas projeções para a XP Inc. e adotou uma postura mais cautelosa em relação à companhia após resultados considerados abaixo do esperado e sinais de perda de dinamismo competitivo frente ao BTG Pactual.

Em relatório divulgado nesta semana, os analistas liderados por Pedro Leduc reduziram o preço-alvo das ações da XP negociadas na Nasdaq de US$ 21 para US$ 19. Apesar do corte, o banco calcula potencial de valorização de cerca de 6% em relação ao fechamento anterior dos papéis.

Segundo o Itaú BBA, os “ventos contrários” do mercado afetaram de forma significativa as expectativas para a companhia e a plataforma ainda não conseguiu retomar um ritmo consistente de ganho de participação de mercado.

O banco afirmou que a recuperação do mercado financeiro não se traduziu em uma retomada proporcional dos lucros da XP, frustrando parte das expectativas que existiam no início do ano.

Na avaliação dos analistas, um dos principais sinais de alerta veio do avanço do BTG Pactual em ativos sob custódia (AUC), indicador que mede o patrimônio administrado pelas plataformas. O relatório aponta que o BTG praticamente alcançou a XP nesse critério e segue apresentando entrada líquida de recursos mais forte.

O Itaú BBA também destacou que as receitas da XP ligadas ao mercado de ações cresceram abaixo dos volumes negociados pelo sistema financeiro, sugerindo pressão sobre monetização e redução dos chamados “take-rates”, indicador que mede receita capturada sobre os ativos dos clientes.

Além disso, o banco afirmou que a atividade de mercado de capitais voltada à emissão de dívida corporativa (DCM) ainda não demonstra sinais claros de recuperação mais acelerada.

Diante desse cenário, o Itaú BBA reduziu em aproximadamente 9% suas projeções de lucro da XP para 2026 e 2027.

Os analistas afirmam que iniciativas estratégicas da companhia, chamadas internamente de “terceira onda”, podem melhorar a experiência dos clientes e o posicionamento dos produtos no longo prazo, mas não devem produzir impacto material no curto prazo.

Mesmo com a revisão negativa, o banco manteve recomendação neutra para os papéis da XP.

No mesmo relatório, o Itaú BBA afirmou que o ambiente para empresas ligadas ao mercado de capitais brasileiro ficou mais seletivo nos últimos meses, após a perda de força do fluxo estrangeiro, desaceleração dos derivativos e dificuldades persistentes de captação na indústria de fundos locais.

Dentro desse contexto, o banco reiterou preferência pelo BTG Pactual como principal escolha do setor, citando maior diversificação de receitas e melhor visibilidade de resultados.

Para as units BPAC11, o Itaú BBA manteve recomendação de compra e preço-alvo de R$ 63 até o fim de 2026, o que representa potencial de valorização de 16,2%.

O banco também reiterou visão positiva para a B3, embora reconheça um cenário menos favorável do que no início do ano.

A recomendação para B3SA3 segue sendo de compra, com preço-alvo de R$ 22 até dezembro de 2026, equivalente a potencial de valorização de 29,3%.

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