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Ibovespa cai com pressão da inflação e forte queda do petróleo, apesar de recordes em Wall Street

IPCA-15 acima das expectativas, queda das ações da Petrobras e avanço do dólar pressionaram o Ibovespa, enquanto bolsas americanas renovaram máximas históricas em meio ao alívio nas tensões do Oriente Médio

O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira (27), mesmo diante dos recordes históricos registrados em Wall Street e do alívio parcial nas tensões do Oriente Médio. O principal índice da bolsa brasileira recuou 0,48%, aos 175.744 pontos, pressionado principalmente pela queda das ações da Petrobras e pela cautela dos investidores com o cenário doméstico. Já o dólar à vista avançou 0,67% e encerrou o dia cotado a R$ 5,06.

No Brasil, o mercado reagiu à divulgação do IPCA-15 de maio, que subiu 0,62%, acima das projeções. Com isso, a inflação acumulada em 12 meses voltou a superar o teto da meta do Banco Central, alcançando 4,64%. O dado ampliou a percepção de que o ambiente inflacionário segue pressionado e reforçou a cautela dos investidores em relação ao ritmo de cortes da taxa Selic nos próximos meses.

Entre as ações, a Petrobras acompanhou a forte queda do petróleo no mercado internacional, com recuos de 1,62% nas ações ordinárias e de 1,43% nas preferenciais. Já a Cosan liderou as perdas do índice, com baixa de 6,31%. Na contramão, Usiminas disparou 5,9% e a Vale avançou 0,46%, ajudada pela recuperação do setor de mineração e siderurgia, apesar da queda do minério de ferro na China.

No exterior, os índices de Wall Street renovaram máximas históricas impulsionados pelo otimismo com as negociações entre Estados Unidos e Irã. Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq encerraram o dia em níveis recordes, enquanto as bolsas europeias e asiáticas tiveram desempenho misto, ainda acompanhando os desdobramentos geopolíticos e os movimentos das commodities energéticas.

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