O Grupo Porto encerrou o segundo trimestre de 2026 com receita total de R$ 11 bilhões, alta de 11% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o lucro líquido recorrente alcançou R$ 889 milhões, crescimento de 1%. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) ficou em 22%, mantendo-se acima de 20% pelo oitavo trimestre consecutivo.
O desempenho refletiu a expansão das diferentes linhas de negócio da companhia, embora com resultados distintos entre as verticais. Porto Seguro e Porto Saúde ampliaram lucros e receitas, enquanto o Porto Bank enfrentou aumento das perdas de crédito e encerrou o período com resultado inferior ao registrado um ano antes.
Na vertical de seguros, receitas e prêmios somaram R$ 5,9 bilhões, avanço de 8% na comparação anual. O segmento patrimonial cresceu 12%, enquanto automóveis avançou 8% e vida, 6%. O índice combinado ampliado melhorou 0,4 ponto percentual, para 85%, beneficiado pela redução da sinistralidade. O lucro líquido da Porto Seguro atingiu R$ 455,8 milhões, crescimento de 4,9%, com ROAE de 33%.
A Porto Saúde registrou receita de R$ 2,3 bilhões, alta de 14%, sustentada pelo avanço da base de clientes. O número de beneficiários de seguro saúde cresceu 20%, chegando a 904 mil vidas, enquanto a carteira odontológica aumentou 16%, para 1,3 milhão. A sinistralidade recuou 0,4 ponto percentual, para 76,9%, e o lucro líquido avançou 36%, para R$ 144 milhões.
No Porto Bank, a receita cresceu 17%, para R$ 1,9 bilhão, com expansão em consórcios, cartões, financiamentos, empréstimos e capitalização. O resultado, porém, foi pressionado pelo aumento das perdas de crédito, que alcançaram R$ 868 milhões, alta de 67% em um ano. Segundo a companhia, o movimento refletiu um ambiente mais adverso para o crédito e uma postura mais conservadora na gestão de risco. O lucro da vertical caiu 32%, para R$ 138 milhões.
O índice de eficiência do Porto Bank melhorou em 4 pontos percentuais, para 25,4%, enquanto o Grupo Porto registrou índice de eficiência operacional de 10,6%, redução de 0,5 ponto percentual no trimestre. A companhia atribuiu o desempenho aos esforços de controle de despesas e aos investimentos realizados para ampliar a operação digital.
A Porto Serviço encerrou o período com receita de R$ 659 milhões, crescimento de 6%, e lucro de R$ 50 milhões, avanço de 11%. O resultado foi apoiado principalmente pela expansão das parcerias estratégicas, segmento que cresceu 8,2% e já reúne mais de 70 parceiros.
O resultado financeiro do grupo alcançou R$ 387 milhões, alta de 3%. A carteira de aplicações financeiras administrada pela tesouraria, excluindo previdência e ALM, gerou receita de R$ 475 milhões, equivalente a 90% do CDI. Segundo a empresa, o desempenho foi afetado principalmente pela exposição à renda variável, ainda que a carteira tenha apresentado resultado superior ao Ibovespa.
A digitalização também continuou avançando. Os aplicativos da Porto alcançaram 5,6 milhões de usuários, enquanto os 19 milhões de clientes realizaram mais de 180 milhões de interações e atendimentos digitais no trimestre. Mais de 73% dos contatos realizados pelo WhatsApp foram solucionados integralmente pelo canal.
Para o CEO Paulo Kakinoff, o resultado do trimestre refletiu a estratégia de diversificação da companhia e sua capacidade de absorver mudanças no ambiente econômico. A combinação entre seguros, saúde, serviços financeiros e assistência permanece como um dos principais pilares do modelo de negócios do grupo.










