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Bradesco lança ETF de inteligência artificial com Nvidia e Alibaba

Novo ETF da Bradesco Asset acompanha índice FTSE AI Global Leaders e ajusta a exposição entre infraestrutura chinesa e líderes globais de inovação em IA

A Bradesco Asset lançou na B3 um ETF voltado à cadeia global de inteligência artificial. Negociado pelo código BRIA11, o fundo permite exposição indireta a empresas como Nvidia, Amazon, Apple, Alibaba, Tencent e Xiaomi por meio de ETFs listados no mercado americano.

A estratégia do BRIA11 se diferencia pela possibilidade de alterar a distribuição dos investimentos conforme as condições econômicas e a avaliação do setor. O fundo pode aumentar a participação em uma das estratégias, reduzir ou até zerar a outra, além de manter até 30% do patrimônio em caixa.

O produto acompanha o índice FTSE AI Global Leaders e utiliza dois ETFs negociados em Nova York como instrumentos para montar sua carteira: CNQQ US Equity e XAIX US Equity. Cada um oferece exposição a uma parte diferente do ecossistema de inteligência artificial.

O CNQQ concentra-se em companhias chinesas ligadas à infraestrutura tecnológica necessária para o desenvolvimento da IA. O portfólio reúne empresas de segmentos como semicondutores, hardware, componentes ópticos, eletrônicos, baterias e veículos elétricos. Alibaba, Meituan, Tencent e Xiaomi estão entre os nomes presentes na estratégia.

Já o XAIX reúne companhias globais com participação relevante em inovação e propriedade intelectual relacionada à inteligência artificial. Entre as empresas que integram a carteira estão Amazon, Apple, Micron Technology, Nvidia e SK Hynix.

A combinação busca reduzir a dependência de um único grupo de empresas ou de uma etapa específica da cadeia de IA. Em vez de concentrar a exposição apenas nas grandes companhias de tecnologia dos Estados Unidos, o BRIA11 pode acessar também fornecedores de infraestrutura e empresas asiáticas envolvidas no desenvolvimento do setor.

Essa flexibilidade também interfere no custo. A taxa de administração do fundo pode variar entre 0,50% e 1% ao ano, de acordo com a composição adotada e o nível de risco da estratégia.

Segundo Clayton Rodrigues, responsável pelos investimentos indexados e internacionais da Bradesco Asset, a dificuldade de identificar antecipadamente quais empresas serão as principais vencedoras da expansão da inteligência artificial levou a gestora a estruturar uma estratégia com maior possibilidade de ajuste da exposição.

O BRIA11 é o 15º ETF lançado pela Bradesco Asset. A gestora possui atualmente cerca de R$ 20 bilhões sob gestão em fundos dessa modalidade.

Para o investidor brasileiro, o produto cria uma alternativa negociada diretamente na B3 para acessar empresas internacionais relacionadas à inteligência artificial. Como ocorre com outros ETFs expostos ao exterior e ao mercado acionário, entretanto, o desempenho dependerá da valorização dos ativos da carteira, das decisões de alocação previstas na estratégia e de fatores como oscilações dos mercados internacionais.

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