Quatro grupos avançaram para a segunda etapa da disputa pela operação brasileira da Prudential, reduzindo a lista de interessados que participaram da fase inicial do processo. CNP, MetLife, Daiichi Life e Mapfre seguem nas negociações e deverão apresentar propostas vinculantes pela seguradora.
O preço aparece como um dos principais fatores para o afunilamento da disputa. As discussões estariam ocorrendo em torno de 15 vezes o lucro da operação, múltiplo considerado elevado para transações de fusões e aquisições no setor de seguros. Icatu e Zurich, que haviam demonstrado interesse anteriormente, deixaram o processo.
Entre os participantes que desistiram, a avaliação seria de que um múltiplo mais próximo de dez vezes o lucro representaria uma referência mais adequada para o ativo. Ainda não há, entretanto, valor final definido para a transação.
A francesa CNP aparece neste momento como uma das interessadas mais dispostas a avançar na aquisição. A companhia, assessorada pelo Goldman Sachs, estaria inclusive aberta a incorporar a operação mexicana da Prudential em uma transação conjunta caso essa estrutura facilite a compra do negócio brasileiro.
A MetLife também permanece na disputa e teria capacidade financeira para avançar. Uma eventual combinação, contudo, exigiria avaliar diferenças entre as culturas empresariais das duas seguradoras, aspecto que estaria sendo considerado no processo. A companhia americana é assessorada pelo J.P. Morgan.
A japonesa Daiichi Life é a participante menos presente atualmente no mercado brasileiro entre as quatro concorrentes. Sua entrada chama atenção pela experiência no mercado japonês, onde está localizada a maior operação internacional da Prudential. O Bank of America atua como assessor financeiro da companhia japonesa.
A Mapfre completa o grupo que chegou à segunda fase, embora esteja adotando uma postura menos agressiva nas negociações. A seguradora espanhola ampliou sua liberdade de atuação no Brasil depois de uma revisão dos termos de sua parceria com o Banco do Brasil e contratou o Rothschild para assessorá-la no processo.
A venda brasileira faz parte de uma negociação que também envolve a operação da Prudential no México. O Morgan Stanley foi contratado pela seguradora para conduzir o processo nos dois mercados.
A entrada na fase de propostas vinculantes reduz o grupo de potenciais compradores, mas ainda não significa que exista acordo para a venda. Preço, estrutura da operação e eventual inclusão dos ativos mexicanos continuam entre os elementos que poderão determinar o resultado das negociações.









