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Do pagamento ao produto financeiro: como fintechs estão ampliando oportunidades no B2B

Integração entre soluções financeiras e tecnológicas ganha espaço entre empresas que buscam ampliar portfólio, criar novas fontes de receita e oferecer jornadas mais completas aos clientes

O mercado financeiro B2B passa por uma transformação: agora, oferecer apenas uma solução isolada já não é suficiente. Com a evolução das fintechs e a maior integração entre plataformas, meios de pagamento e serviços financeiros, empresas começam a enxergar a conexão entre diferentes soluções como uma estratégia para ampliar negócios, melhorar a experiência dos clientes e criar novas oportunidades de receita.

Nesse cenário, as fintechs deixam de atuar apenas como fornecedoras de infraestrutura e passam a ocupar um papel mais estratégico dentro das operações. A possibilidade de integrar pagamentos, serviços financeiros e tecnologia permite que negócios de diferentes setores incorporem novas funcionalidades à própria jornada do cliente, sem necessariamente precisar construir toda essa estrutura internamente.

Para Paulo Schrank, Head da Operação IP da Idea Maker, esse movimento acompanha uma mudança na própria lógica de atuação do mercado. “A integração permite que as empresas olhem para a jornada financeira de forma mais ampla. O pagamento deixa de ser necessariamente o ponto final de uma operação e pode se tornar uma porta de entrada para outros produtos e serviços”, afirma.

Um dos principais exemplos desse movimento está no avanço do chamado embedded finance, modelo em que serviços financeiros são incorporados à experiência de empresas que não têm o setor financeiro como atividade principal. No B2B, essa estratégia pode permitir que plataformas, empresas de tecnologia e outros negócios ofereçam soluções financeiras diretamente aos seus clientes, tornando a experiência mais fluida e criando novos pontos de relacionamento.

A integração também abre espaço para modelos de parceria entre diferentes fintechs. Em vez de concentrar todas as etapas de uma operação em uma única empresa, diferentes players podem combinar especialidades e construir soluções mais completas. Para as empresas, isso pode significar maior capacidade de adaptação às necessidades dos clientes e acesso a tecnologias que seriam mais complexas de desenvolver internamente.

“Existe uma mudança importante na forma como o ecossistema se organiza. A competição continua existindo, mas também cresce a percepção de que diferentes empresas podem se complementar para resolver problemas específicos e entregar uma solução mais completa ao cliente”, explica Schrank.

Na prática, a integração pode envolver desde infraestrutura de pagamentos até produtos financeiros, gestão de operações e novas possibilidades de monetização. É nesse contexto que iniciativas como o Idea+Cash, da Idea Maker, se inserem, conectando a experiência da empresa em meios de pagamento à oferta de soluções de tecnologia financeira.

“Para o Idea+Cash, a participação direta no Pix representa um avanço importante em autonomia, controle e capacidade operacional. Esse novo estágio fortalece a infraestrutura financeira do grupo e nos prepara para ampliar progressivamente a oferta de serviços Pix para empresas e parceiros, além de dar mais robustez às operações que já fazem parte do nosso ecossistema”, pontua o Head da Operação IP da Idea Maker.

Outro efeito desse movimento é a aproximação entre fintechs e empresas de outros setores. Ao incorporar serviços financeiros à operação, companhias podem ampliar o relacionamento com os clientes e transformar uma interação pontual em uma jornada recorrente. Para o mercado B2B, isso representa uma oportunidade de ir além da eficiência operacional e utilizar a infraestrutura financeira também como ferramenta de crescimento.

Segundo Schrank, o desafio agora está em encontrar o equilíbrio entre tecnologia, experiência e estratégia de negócio. “Não se trata apenas de integrar sistemas. A integração precisa fazer sentido para o negócio e, principalmente, resolver uma necessidade real do cliente. É isso que transforma uma conexão tecnológica em uma oportunidade de crescimento”, conclui o executivo.

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