O Ibovespa entra nos cinco últimos pregões antes do primeiro turno das eleições em um cenário diferente daquele observado no começo de setembro. Depois de subir dos 164 mil para perto dos 190 mil pontos em menos de um mês, o principal índice da B3 perdeu impulso e encerrou a sexta-feira (25) aos 183.476 pontos, com queda de 0,95% na semana.
Apesar da correção recente, a recuperação anterior ainda sustenta ganhos relevantes. O Ibovespa acumula alta de 3,41% em setembro e de 13,87% em 2026. O fluxo estrangeiro também permanece positivo, com entrada líquida de R$ 8,97 bilhões no mês e R$ 27,26 bilhões no ano até 23 de setembro.
O movimento mostra uma Bolsa que preserva parte da valorização iniciada em agosto, mas encontrou dificuldade para avançar depois de alcançar 189.487 pontos em 8 de setembro. Desde então, o índice passou a oscilar em uma faixa mais estreita, com investidores divididos entre o fluxo de capital externo e as incertezas domésticas.
A política ganha peso adicional nesta semana. O primeiro turno será realizado no próximo domingo, 4 de outubro, conforme o calendário oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Com isso, o mercado terá cinco pregões para reagir às informações divulgadas na reta final da campanha.
Além do noticiário eleitoral, as contas públicas seguem no radar dos investidores. Medidas anunciadas pelo governo nas últimas semanas acrescentaram novas discussões sobre despesas e receitas futuras, enquanto o mercado acompanha como eventuais impactos serão acomodados dentro das regras fiscais.
O ambiente externo também pode influenciar os ativos brasileiros. A agenda dos próximos dias reúne indicadores relevantes dos Estados Unidos, incluindo dados de atividade, inflação e mercado de trabalho, capazes de alterar expectativas para os juros americanos e, consequentemente, o fluxo de recursos destinado aos mercados emergentes.
Nesse cenário, a entrada de investidores estrangeiros funciona como um dos principais elementos de sustentação da Bolsa brasileira. Mesmo com a perda de força do Ibovespa nas últimas semanas, o saldo de capital externo permanece positivo tanto em setembro quanto no acumulado do ano.
A última semana antes das urnas começa, portanto, com o Ibovespa distante da máxima de setembro, mas ainda com valorização expressiva em 2026. O comportamento do fluxo estrangeiro, os dados econômicos e as informações eleitorais devem dividir as atenções nos cinco pregões que antecedem a votação.










