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Ex-diretor Bruno Serra diz que Banco Central voltou a ter o controle da inflação

O ex-diretor de Política Monetária do BC defende adiar o corte da Selic para março de 2026, com possível antecipação apenas para janeiro

O ex-diretor de Política Monetária do Banco Central (BC) e atual gestor de fundos do Itaú, Bruno Serra, afirmou que a autoridade monetária retomou o controle do processo de combate à inflação.

No evento Porto Asset Day, ele destacou que a guinada ocorreu no fim do ano passado, quando, diante de um cenário adverso e de expectativas inflacionárias desancoradas, o BC interrompeu o ciclo de cortes e elevou rapidamente a taxa básica em 5 pontos percentuais.

Desde então, a postura mais dura surpreendeu o mercado e ajudou a acalmar as expectativas, consolidando a percepção de que a autarquia está comprometida em trazer a inflação de volta à meta.

Serra avalia que, embora haja apostas de cortes na Selic ainda em 2025, o ideal seria adiar o início do afrouxamento para março de 2026, podendo, no máximo, antecipar para janeiro. Ele pondera que manter os juros elevados por mais tempo fortaleceria o processo de desinflação e garantiria maior ancoragem das expectativas.

Já Marco Freire, sócio da Kinea Investimentos, concorda que há espaço para reduções significativas, mas ressalta que o momento do início dependerá do ritmo de desinflação desejado pelo BC, lembrando que o mercado precifica cinco cortes de 0,50 p.p. a partir de abril, com possibilidade de antecipação caso o cenário econômico se mostre mais favorável.

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