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Lojas Renner cai 7% após balanço; por que analistas ainda veem trimestre sólido?

Mercado vê 2T25 forte da Renner, mas só aposta em alta das ações com cenário macro positivo e eficiência mantida

As ações da Lojas Renner (LREN3) caíram forte no pregão desta sexta-feira (8), após a divulgação do balanço do 2º trimestre de 2025. A queda, que chegou a superar 7%, contrasta com a avaliação positiva de analistas, que classificaram os resultados como sólidos, embora cautelosos quanto ao desempenho no segundo semestre. A varejista registrou lucro líquido de R$ 404,5 milhões, alta de 28,4% em relação a 2024, impulsionado pelo avanço de 18,5% na receita líquida, para R$ 3,6 bilhões, e pelo crescimento de 18,6% nas vendas mesmas lojas (SSS).

O lucro bruto atingiu R$ 2,1 bilhões, alta de 20,4%, com margem de 57,1% (+0,9 p.p.), favorecida pela maior participação de itens de inverno. As despesas operacionais subiram 15,9%, para R$ 1,3 bilhão, reflexo do aumento das vendas. O Bradesco BBI considerou o trimestre forte, mas sem gatilhos para revisão de projeções, citando despesas acima do esperado e desempenho apenas regular da financeira Realize.

Para o BTG Pactual, o ambiente mais competitivo e o crescimento moderado trazem desafios, mas a melhora da margem bruta e a execução consistente sustentam recomendação de compra, mesmo com expectativa de desaceleração no 2º semestre. A Genial Investimentos ressaltou que a Renner teve o maior SSS do setor, superando C&A e Guararapes, e vê espaço para bons resultados apoiados por aumento de renda, expansão de lojas e consumo mais favorável.

Já o Itaú BBA destacou que, apesar do resultado robusto, ainda há pouca visibilidade sobre as vendas futuras, especialmente diante de bases de comparação mais duras e possíveis pressões macroeconômicas. A expansão da margem bruta foi vista como um ponto positivo, amenizando preocupações com câmbio e inflação.

O mercado reconhece a força do 2T25 da Renner, mas mantém cautela quanto ao ritmo no restante do ano, com a valorização das ações dependendo de fatores macro favoráveis e da manutenção de eficiência operacional.

 

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