A recuperação extrajudicial da Oncoclínicas (ONCO3) também acendeu um alerta entre investidores de renda fixa. Levantamento da plataforma Vitrify mostra que pelo menos 60% dos Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs) emitidos pela companhia foram distribuídos para investidores pessoa física, ampliando o alcance da reestruturação financeira entre o público de varejo.
Ao todo, a companhia possui aproximadamente R$ 4,3 bilhões em títulos de dívida distribuídos ao mercado. Desse total, R$ 2,74 bilhões correspondem a debêntures, R$ 1,5 bilhão a CRIs corporativos e outros R$ 35 milhões a CRIs lastreados em recebíveis de contratos de locação da empresa. Nesse último caso, o imóvel pertence ao fundo imobiliário Tellus Healthcare & Mixed Use, responsável pela cessão dos recebíveis que lastreiam a operação.
As emissões foram coordenadas por diversas instituições financeiras, entre elas Safra, XP, BTG Pactual, Santander, Itaú BBA, Inter e UBS BB, ampliando a distribuição dos papéis entre investidores de diferentes plataformas de investimento.
Os CRIs corporativos possuem vencimentos distribuídos entre agosto de 2027 e outubro de 2033, enquanto as debêntures vencem entre novembro de 2027 e novembro de 2029. Segundo o levantamento, com exceção do CRI vinculado aos contratos de locação — que conta com alienação fiduciária do imóvel como garantia — as demais emissões não possuem garantias reais adicionais, sendo respaldadas apenas por avais de empresas pertencentes ao próprio grupo Oncoclínicas.
Além da presença entre investidores individuais, os títulos da companhia também integravam carteiras de diversos fundos de investimento. De acordo com os últimos informes trimestrais divulgados à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), fundos administrados por gestoras como Valora, BB Asset, Santander Asset, BTG Pactual Asset e Augme mantinham exposição aos papéis da empresa.
A Vitrify ressalta, no entanto, que as posições dos fundos são divulgadas com defasagem trimestral. Dessa forma, parte ou até mesmo a totalidade dessas posições pode já ter sido negociada no mercado secundário desde a divulgação dos últimos relatórios.









