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Petrobras registra maior produção da história e amplia exportações no 2T26

Estatal registrou produção recorde impulsionada pelo pré-sal, por Búzios e por novas plataformas

A Petrobras (PETR4) encerrou o segundo trimestre de 2026 com novos recordes operacionais, impulsionados pelo avanço da produção no pré-sal, pela entrada de novas plataformas e pelo aumento da eficiência de suas operações. A estatal produziu, em média, 3,336 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) entre abril e junho, o maior volume já registrado pela companhia.

O desempenho representa crescimento de 3,4% em relação aos 3,225 milhões de boed produzidos no primeiro trimestre e avanço de 14,1% na comparação com o mesmo período de 2025, segundo o relatório de produção e vendas divulgado pela empresa.

O principal motor desse crescimento foi o aumento da produção em campos estratégicos do pré-sal. As plataformas Maria Quitéria, no campo de Jubarte, Alexandre de Gusmão, em Mero, e P-78, em Búzios, ampliaram sua contribuição ao longo do trimestre. Além disso, a Petrobras iniciou a operação da P-79, oitava plataforma instalada em Búzios, fortalecendo ainda mais a capacidade produtiva daquele que se consolidou como o principal ativo da companhia.

A produção própria de petróleo e líquidos de gás natural alcançou 2,689 milhões de barris por dia, alta de 4,1% frente ao primeiro trimestre e de 15,2% em relação ao segundo trimestre de 2025. Somente o pré-sal respondeu por 2,299 milhões de barris diários, resultado 5% superior ao registrado entre janeiro e março.

Durante o trimestre, a companhia colocou dez novos poços em produção, sendo seis na Bacia de Santos e quatro na Bacia de Campos, reforçando a expansão da produção nos principais polos petrolíferos do país.

O grande destaque operacional foi o campo de Búzios. Em junho, pela primeira vez, o ativo ultrapassou a marca de 1 milhão de barris produzidos por dia na média mensal. No dia 26 daquele mês, as plataformas instaladas no campo atingiram produção média de 1,2 milhão de barris diários, impulsionadas pela evolução operacional das unidades P-78 e P-79, que ainda seguem em fase de aumento gradual da produção.

A entrada antecipada da P-79 também contribuiu para o resultado. A plataforma iniciou suas atividades em 1º de maio, três meses antes do previsto no atual plano estratégico da Petrobras e cinco meses antes do cronograma considerado no planejamento anterior da companhia. A unidade possui capacidade para produzir até 180 mil barris de petróleo por dia e comprimir 7,2 milhões de metros cúbicos de gás natural diariamente. Com sua entrada em operação, a capacidade instalada do campo de Búzios passou para aproximadamente 1,33 milhão de barris por dia.

Segundo a diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, os ganhos de eficiência também tiveram papel decisivo no desempenho do trimestre. De acordo com a executiva, a melhoria operacional permitiu que a companhia produzisse cerca de 70 mil barris de petróleo por dia a mais do que no mesmo período do ano passado, mesmo sem considerar a entrada de novos sistemas de produção.

Considerando também a participação dos parceiros nos campos operados pela estatal, a produção total operada chegou a 4,866 milhões de barris de óleo equivalente por dia, avanço de 4,7% em relação ao trimestre anterior e de 15,8% na comparação anual.

Os recordes também se estenderam ao segmento de refino. As refinarias da Petrobras operaram com fator de utilização de 101,2%, o maior índice trimestral da história da empresa. O indicador mede o volume efetivamente processado em relação à capacidade de referência das unidades e reflete ganhos de eficiência operacional.

A produção de derivados alcançou 1,918 milhão de barris por dia, crescimento de 5,6% frente ao primeiro trimestre e de 10,9% na comparação anual. Houve novos recordes na fabricação de diesel S10, cuja produção atingiu 509 mil barris por dia, e de querosene de aviação (QAV), com 109 mil barris diários.

No mercado interno, as vendas de derivados permaneceram praticamente estáveis em 1,742 milhão de barris por dia. O aumento da demanda por diesel e gás liquefeito de petróleo (GLP) compensou a redução nas vendas de gasolina, querosene de aviação e outros combustíveis.

A maior produção doméstica também reduziu a dependência de importações. As compras de petróleo e derivados no exterior recuaram 41,8% em relação ao primeiro trimestre, totalizando 156 mil barris por dia. Em sentido contrário, as exportações cresceram 9,9%, alcançando 1,231 milhão de barris diários.

Como consequência desse movimento, as exportações líquidas da Petrobras avançaram 26,2% frente ao trimestre anterior e mais que dobraram na comparação com o segundo trimestre de 2025, chegando a 1,075 milhão de barris por dia. Os resultados reforçam o avanço operacional da companhia e evidenciam o papel crescente do pré-sal na expansão da produção, da capacidade de refino e da geração de excedentes destinados ao mercado internacional.

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