O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (4) a quinta reunião de 2026 para definir o novo patamar da taxa Selic, atualmente em 14,25% ao ano. A decisão será anunciada na noite de quarta-feira (5), em um ambiente marcado pela desaceleração das expectativas de inflação e pelo aumento das apostas do mercado financeiro em novas reduções dos juros nos próximos meses.
Na véspera do encontro, o Boletim Focus mostrou que a mediana das projeções para a Selic no fim de 2026 caiu de 14% para 13,75%, interrompendo cinco semanas de estabilidade. O levantamento também apontou a quinta redução consecutiva na estimativa para o IPCA deste ano, de 5,12% para 5,03%. Apesar da melhora, a projeção permanece acima do teto da meta contínua de inflação, fixado em 4,5%, mantendo a cautela do Banco Central na condução da política monetária.
A combinação de inflação em trajetória de desaceleração e atividade econômica mais moderada fortalece a percepção de que o ciclo de flexibilização monetária poderá prosseguir ao longo do segundo semestre. Parte dos analistas já trabalha com a possibilidade de pelo menos mais um ou dois cortes de 0,25 ponto percentual até dezembro, embora a intensidade do movimento continue condicionada à evolução dos preços, do cenário fiscal e do ambiente externo.
Principal instrumento de controle da inflação, a Selic influencia diretamente o custo do crédito, a rentabilidade da renda fixa e as decisões de consumo e investimento. A sinalização do Copom após a reunião será acompanhada de perto pelos mercados, já que deverá indicar o ritmo esperado para os próximos passos da política monetária e ajudar a calibrar as expectativas para a economia brasileira até o fim de 2026.









