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Empiricus aponta os melhores FIIs para agosto de 2026

Empiricus promove ajustes em sua carteira de fundos imobiliários após cenário mais desafiador para o setor em julho e reforça aposta em FIIs de qualidade

A Empiricus Research promoveu uma reformulação pontual em sua carteira recomendada de fundos imobiliários para agosto, reforçando a estratégia de privilegiar ativos considerados mais resilientes em um ambiente de juros elevados, maior volatilidade e aumento da seletividade dos investidores. A principal mudança foi a retirada integral do Bresco Logística (BRCO11), acompanhada pela redução de 10% da posição no Mauá Capital Recebíveis Imobiliários (MCCI11). Em contrapartida, a casa passou a recomendar os fundos Alianza Trust Renda Imobiliária (ALZR11) e Mauá Capital Real Estate (MCRE11), ambos com peso de 10% no portfólio.

Segundo o analista Caio Nabuco de Araujo, responsável pela estratégia de fundos imobiliários da Empiricus, a escolha do ALZR11 está ligada à previsibilidade da geração de receitas. O fundo concentra seus investimentos em imóveis corporativos e logísticos adquiridos principalmente por meio de operações built-to-suit e sale and leaseback, modalidades que costumam resultar em contratos mais longos e menos suscetíveis à rescisão antecipada. Atualmente, cerca de 94% das receitas de aluguel são provenientes de contratos atípicos, enquanto a taxa de ocupação permanece próxima de 100%. O portfólio reúne aproximadamente 289 mil metros quadrados de área bruta locável distribuídos entre galpões logísticos, edifícios comerciais, imóveis de renda urbana e data centers.

Já o MCRE11 foi escolhido por oferecer uma estratégia mais diversificada. Administrado pela JiveMauá, o fundo possui exposição aos segmentos residencial, corporativo, logístico e de shopping centers, combinando investimentos imobiliários tradicionais com operações estruturadas de crédito. De acordo com a Empiricus, um dos principais diferenciais do veículo está justamente na carteira de crédito, em que 93% das operações são corrigidas pelo IPCA, com remuneração média contratada próxima de IPCA mais 10% ao ano, nível considerado bastante atrativo para investidores que buscam renda recorrente em um cenário de inflação ainda acima da meta.

As alterações acontecem após um mês considerado difícil para a indústria de fundos imobiliários. Segundo a Empiricus, julho foi marcado pela abertura da curva de juros de longo prazo, por eventos de crédito envolvendo alguns fundos de papel e por revisões nas expectativas de distribuição de dividendos. Apesar desse ambiente mais desafiador, o comportamento dos diferentes segmentos foi bastante heterogêneo.

Nos fundos de papel, a casa continua vendo atenção redobrada para operações de maior risco, especialmente aquelas classificadas como high yield. A expectativa é que a desaceleração da inflação ao longo do segundo semestre e o avanço do ciclo de redução da Selic provoquem alguma oscilação nos rendimentos distribuídos por esses fundos. Ainda assim, a Empiricus entende que estratégias concentradas em crédito de melhor qualidade continuam desempenhando papel importante dentro de uma carteira diversificada, sobretudo diante de remunerações próximas de IPCA mais 10% ao ano em diversos portfólios.

Em relação aos fundos de tijolo, a avaliação é que o principal obstáculo continua sendo o comportamento dos juros de longo prazo, que limita o potencial de valorização das cotas. Além disso, a aproximação do período eleitoral tende a ampliar a volatilidade dos ativos. Apesar disso, a casa acredita que os preços atuais oferecem oportunidades para investidores com horizonte mais longo, principalmente em fundos que possuem imóveis de qualidade, elevada ocupação e contratos capazes de proporcionar estabilidade de receitas mesmo em cenários econômicos mais desafiadores.

Mesmo diante desse contexto, a carteira recomendada da Empiricus conseguiu superar o principal índice do setor em julho. Enquanto o IFIX recuou 0,32% no período, a seleção da casa registrou valorização de 0,33%. No acumulado de 2026, o desempenho permanece significativamente superior ao benchmark, com alta de 7,85%, ante avanço de 1,14% do índice que reúne os principais fundos imobiliários negociados na B3.

Ticker Fundo Peso
ALZR11 Alianza Trust Renda Imobiliária 10%
CLIN11 Clave Índice de Preços 10%
HSML11 HSI Malls 10%
KNSC11 Kinea Securities 20%
MCCI11 Mauá Capital Recebíveis Imobiliários 10%
MCRE11 Mauá Capital Real Estate 10%
VILG11 Vinci Logística 20%
VISC11 Vinci Shopping Centers 10%

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